A Copa do Mundo de 2026 segue em sua fase mais decisiva e leva o torneio a um estágio em que cada jogo redefine o caminho até o título. Depois da fase de grupos e da rodada inicial eliminatória, a competição entrou nas oitavas de final, etapa em que não há margem para correção: quem vence continua vivo, e quem perde se despede do Mundial. Nesta terça-feira, 7 de julho, a programação reúne dois confrontos: Argentina x Egito, às 13h, e Suíça x Colômbia, às 17h, no horário de Brasília.
A edição de 2026 ampliou o percurso da Copa com uma fase extra antes das oitavas, o que aumentou o número de partidas e alongou o calendário. Superada essa primeira peneira do mata-mata, o torneio entra em uma zona ainda mais sensível, em que tradição, momento técnico e peso econômico das seleções passam a dividir espaço com a urgência do resultado. Para o torcedor, isso transforma cada duelo também em um retrato mais amplo de cada seleção.
Como acontece em toda partida de Copa do Mundo, as formações oficiais só são divulgadas minutos antes da bola rolar. Por isso, qualquer escalação anterior ao jogo deve ser tratada como provável, a partir das informações que cercam cada equipe.
Argentina: Messi, protagonismo e peso histórico
A Argentina chega às oitavas com uma seleção cercada por protagonismo esportivo e atenção econômica. O país tem PIB de US$ 688 bilhões, segundo o FMI, e conta com um dos principais nomes desta Copa também no topo da lista dos atletas mais bem pagos do torneio. Lionel Messi aparece como o segundo jogador mais bem pago da Copa, com ganhos estimados em US$ 140 milhões, sendo US$ 70 milhões dentro de campo e US$ 70 milhões fora dele, de acordo com dados da Forbes.
A provável escalação da Argentina para o duelo com o Egito é: Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Facundo Medina; Enzo Fernández, De Paul, Mac Allister, Thiago Almada e Lionel Messi; Julián Álvarez (Lautaro Martínez). A presença da alternativa entre Julián Álvarez e Lautaro Martínez reforça justamente o caráter provisório desse desenho até a confirmação oficial.
O retrato financeiro da Argentina nesta partida se conecta diretamente à figura de Messi, que concentra parte importante da atenção global sobre a seleção. Em um confronto eliminatório, a equipe entra em campo carregando não apenas o peso de sua camisa, mas também o de um elenco liderado por um dos atletas mais valiosos da competição.
Egito: Salah como referência técnica e econômica
Do outro lado estará o Egito, que chega às oitavas com uma seleção ancorada em sua principal estrela. O país tem PIB de US$ 429 bilhões, segundo o FMI, e leva a campo um elenco cuja principal referência esportiva e comercial é Mohamed Salah. O atacante aparece como o sexto jogador mais bem pago da Copa, com ganhos de US$ 55 milhões, dos quais US$ 35 milhões vêm de campo e US$ 20 milhões de receitas fora dele, segundo a Forbes.
A provável escalação egípcia é: Mostafa Shobeir; Mohamed Hany, Rabia, Yasser Ibrahim e Karim Hafez; Attia, Hamdy Fathy, Emam Ashour e Mohamed Salah; Zico e Omar Marmoush. Como em todas as seleções nesta fase do torneio, a confirmação só sai instantes antes da partida.
Suíça: campanha consistente e quartas como referência histórica
A Suíça chega às oitavas em um momento de confiança crescente. A equipe confirmou boa campanha ao liderar o Grupo B e depois avançou com vitória por 2 a 0 sobre a Argélia nos 16-avos de final. Historicamente, o melhor desempenho suíço em Copas do Mundo foi a presença nas quartas de final nas edições de 1934, 1938 e 1954. Desde então, a seleção teve mais dificuldade para sustentar regularidade no mata-mata, mas a campanha na América do Norte recolocou a equipe em uma posição competitiva.
Um dos nomes mais citados na trajetória suíça até aqui é o meio-campista Johan Manzambi, de 20 anos, que soma três gols e duas assistências. A equipe tem PIB de US$ 1,15 trilhão, segundo o FMI, o maior entre as quatro seleções que entram em campo nesta terça.
A possível escalação da Suíça é: Kobel; Zakaria, Elvedi, Akanji e Rodriguez; Xhaka e Freuler; Ndoye, Manzambi e Vargas; Embolo. O uso de “possível” aqui segue a mesma lógica das demais equipes: a formação definitiva só é conhecida minutos antes do apito inicial.
Colômbia: invencibilidade, defesa sólida e memória de 1994
A Colômbia também chega invicta a esta altura da Copa. Depois de vitórias sobre Uzbequistão e RD Congo, a seleção liderou o Grupo K com um empate sem gols contra Portugal e depois eliminou Gana por 1 a 0 nas oitavas. Com apenas um gol sofrido, a equipe se consolidou como uma das defesas mais firmes do torneio até aqui.
No setor ofensivo, a seleção conta com a qualidade de Luis Díaz e de James Rodríguez, lembrado no material como vencedor da Bola de Ouro da Copa de 2014. O país tem PIB de US$ 539 bilhões, segundo o FMI.
A possível escalação da Colômbia é: Vargas; Muñoz, Sanchez, Lucumi e Mojica; Lerma e Puerta; J. Arias, James e Diaz; Suarez. Como nos outros casos, trata-se de uma formação provável, já que a escalação oficial só é revelada perto do jogo.
Há ainda um dado histórico relevante no confronto com a Suíça. As duas seleções se enfrentaram pela primeira vez na última rodada da fase de grupos da Copa de 1994. Na ocasião, no Stanford Stadium, a Colômbia venceu por 2 a 0, com gols de Hernán Gaviria e Harold Lozano. Mesmo com a vitória, terminou na lanterna do grupo e foi eliminada. A Suíça, apesar da derrota, avançou às oitavas como vice-líder da chave.
Jogos da Copa do Mundo nesta terça-feira (7 de julho)
- 13h* – Argentina x Egito
- 17h* – Suíça x Colômbia
*Horário de Brasília
Onde assistir à Copa do Mundo?
Os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2026 no Brasil ficam divididos entre diferentes plataformas e emissoras.
- TV Globo
- ge tv
- SporTV
- N Sports
- CazéTV
- SBT
A CazéTV exibe os 104 jogos da competição, as demais são focadas nas principais seleções.
Como foi a campanha do Brasil na Copa do Mundo 2026
A trajetória do Brasil nesta edição terminou nas oitavas de final. A seleção foi eliminada pela Noruega por 2 a 1, no MetLife Stadium, em Nova York. Os gols da Noruega foram marcados por Erling Haaland, aos 79 e 90 minutos. O Brasil ainda teve dois pênaltis a favor: Bruno Guimarães desperdiçou a cobrança no primeiro tempo, defendida por Orjan Nyland, e Neymar converteu nos acréscimos, diminuindo a diferença no placar.
Com a derrota, o Brasil se despediu da competição nas oitavas de final, registrando sua eliminação mais precoce em Copas do Mundo desde 1990, quando caiu para a Argentina também por 1 a 0 nessa mesma fase.
Como funciona a Copa do Mundo 2026
A edição de 2026 marca uma mudança importante no tamanho do torneio. A Copa passa de 32 para 48 seleções, com 12 grupos de quatro equipes. Cada time disputa três jogos na primeira fase.
Avançam:
- os dois primeiros colocados de cada grupo;
- os oito melhores terceiros colocados.
Com isso, o mata-mata ganha uma fase adicional, a rodada 32, antes das oitavas de final. O total de partidas sobe de 64 para 104 jogos.
Principais datas da Copa do Mundo 2026
Para quem quer acompanhar o torneio completo, estas são as datas centrais da competição:
- Abertura: 11 de junho de 2026
- Última rodada da fase de grupos: 27 de junho
- Rodada de 32: de 28 de junho a 3 de julho
- Oitavas de final: de 4 a 7 de julho
- Quartas de final: de 9 a 11 de julho
- Semifinais: 14 e 15 de julho
- Disputa do terceiro lugar: 18 de julho, em Miami
- Final: 19 de julho, em Nova York/Nova Jersey