O domingo, 5 de julho, reúne dois jogos importantes das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026: Brasil x Noruega e México x Inglaterra.
Em uma edição em que a FIFA projeta arrecadação recorde de US$ 11 bilhões, acima dos US$ 7,5 bilhões registrados em 2022, a fase eliminatória combina peso esportivo e alcance econômico global.
Para quem acompanha o torneio, o dia coloca frente a frente quatro seleções de perfis bem diferentes, com históricos distintos em mundiais, tamanhos econômicos variados e bases de escalação que ajudam a desenhar o que pode aparecer em campo.
Como de costume, as formações oficiais só são divulgadas minutos antes das partidas, por isso qualquer escalação antes disso deve ser tratada como provável.
Brasil: tradição máxima e favoritismo nas oitavas
O Brasil chega às oitavas sustentado por um histórico que nenhuma outra seleção alcançou na Copa do Mundo. É a única presente em todas as edições do torneio, com 23 participações, desde 1930, e soma cinco títulos mundiais: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.
Na edição de 2022, a seleção caiu nas quartas de final. No retrospecto geral em Copas, considerando 2026, o Brasil soma 118 jogos, com 79 vitórias, 20 empates, 19 derrotas, 246 gols marcados e 110 sofridos.
A provável escalação brasileira para o duelo contra a Noruega tem Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Danilo Santos; Rayan, Matheus Cunha e Vini Jr. Como a confirmação oficial só sai perto do início do jogo, a tendência é de que essa seja a base observada antes da partida.
No campo financeiro, o Brasil aparece com um PIB de US$ 2,64 trilhões, segundo o FMI.
Há ainda um dado de relação comercial ligado ao confronto: segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em números compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a corrente comercial entre Mato Grosso e Noruega movimentou US$ 49,25 milhões no ano passado. As exportações somaram US$ 45,26 milhões, e as importações, US$ 3,99 milhões, com superávit de US$ 41,27 milhões.
Noruega: retorno ao palco mundial e ataque liderado por Haaland
A Noruega disputa em 2026 apenas sua quarta Copa do Mundo. A seleção estreou em 1938, voltou em 1994 e 1998, e agora retorna ao torneio com sua melhor campanha igualada: oitavas de final, fase que também havia alcançado em 1938 e 1998.
No histórico geral em Mundiais, considerando a atual edição, os noruegueses somam 12 jogos, com 5 vitórias, 3 empates, 4 derrotas, 17 gols marcados e 16 sofridos.
A provável escalação da Noruega tem Nyland; Pedersen, Kristoffer Ajer, Heggem e David Wolfe; Sander Berge, Patrick Berg e Martin Odegaard; Antonio Nusa, Sorloth e Erling Haaland. Assim como no caso de todas as seleções, a confirmação oficial só ocorre instantes antes da bola rolar.
No campo econômico, a Noruega tem um PIB de US$ 599 bilhões, segundo o FMI. A relação comercial com o Brasil aparece de forma concreta no agronegócio: no sentido inverso ao das exportações brasileiras, Mato Grosso importou US$ 4 milhões com 10,4 mil toneladas de fertilizantes da Noruega, de acordo com o Imea. O dado ajuda a mostrar como o confronto em campo também aproxima economias conectadas por cadeias globais de produção.
México: força regional e investimento externo no futebol
O México chega ao domingo embalado pela vitória por 2 a 0 sobre o Equador, resultado que serviu de referência para a base da equipe. A escalação usada naquele jogo foi Rangel; Jorge Sánchez, Montes, Vásquez e Jesús Gallardo; Luis Romo, Erik Lira e Gilberto Mora; Roberto Alvarado, Raul Jiménez e Julián Quiñones. Como a equipe oficial para as oitavas só é divulgada perto da partida, essa formação funciona como o principal indicativo da base mexicana.
No plano econômico, o México aparece com PIB de US$ 2,12 trilhões, segundo o FMI. No futebol, um dos movimentos recentes mais relevantes envolve a entrada de capital estrangeiro no mercado local. Investidores dos Estados Unidos passaram a comprar clubes em divisões inferiores e em outros países, como o próprio México. Entre os casos citados estão a Innovatio Capital, de Atlanta, que adquiriu o Querétaro, da Liga MX, e a General Atlantic, de Nova York, que comprou 49% do Club América.
Esse pano de fundo ajuda a explicar por que o México aparece não apenas como uma seleção tradicional da região, mas também como parte de um mercado de futebol cada vez mais ligado a fluxos internacionais de capital. Em um confronto eliminatório, esse contexto econômico não decide o resultado, mas ajuda a dimensionar o peso estrutural que cerca a seleção.
Inglaterra: potência esportiva e mercado bilionário
A Inglaterra entra nas oitavas com uma base formada a partir da vitória por 2 a 1 sobre a RD Congo. Os titulares naquela partida foram Jordan Pickford; Djed Spence, Ezri Konsa, Marc Guéhi e Nico O’Reilly; Elliot Anderson, Declan Rice, Jude Bellingham, Noni Madueke e Marcus Rashford; Harry Kane. Como ocorre com todas as seleções, a escalação oficial só sai minutos antes do jogo, de modo que essa formação deve ser lida como referência provável, e não como confirmação.
No campo econômico, o Reino Unido, do qual a Inglaterra faz parte, tem um PIB de US$ 4,26 trilhões, segundo o FMI. No futebol de clubes, o país concentra ativos dos mais valiosos do mundo, o que ajuda a reforçar o peso estrutural da Inglaterra no mercado esportivo global. Em ranking da Forbes, o Manchester United aparece como um dos 30 times de futebol mais valiosos do mundo, avaliado em US$ 7,2 bilhões, com receita de US$ 865 milhões, enquanto o Liverpool surge com valor de US$ 6,2 bilhões e receita de US$ 911 milhões.
Esses números não se confundem com a seleção, mas ajudam a ilustrar a dimensão econômica do ambiente em que ela está inserida. Em um domingo de oitavas de final, a Inglaterra leva a campo não apenas um elenco forte, mas o peso de uma das estruturas mais valiosas do futebol mundial.
Quando o Brasil joga nas oitavas de final?
- A seleção brasileira joga pelas oitavas de final no domingo, 5 de julho, às 17h de Brasília. O confronto é contra a Noruega.
Jogos da Copa do Mundo 2026 neste domingo (5)
- 17h* – Brasil x Noruega
- 21h* – México x Inglaterra
*Horário de Brasília
Possível escalação do Brasil no jogo contra a Noruega
A provável escalação tem Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Danilo Santos; Rayan, Matheus Cunha e Vini Jr.
Onde assistir à Copa do Mundo?
Os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2026 no Brasil ficam divididos entre diferentes plataformas e emissoras.
- TV Globo
- ge tv
- SporTV
- N Sports
- CazéTV
- SBT
A CazéTV exibe os 104 jogos da competição, as demais são focadas nas principais seleções.
Como funciona a Copa do Mundo 2026
A edição de 2026 marca uma mudança importante no tamanho do torneio. A Copa passa de 32 para 48 seleções, com 12 grupos de quatro equipes. Cada time disputa três jogos na primeira fase.
Avançam:
- os dois primeiros colocados de cada grupo;
- os oito melhores terceiros colocados.
Com isso, o mata-mata ganha uma fase adicional, a rodada 32, antes das oitavas de final. O total de partidas sobe de 64 para 104 jogos.
Principais datas da Copa do Mundo 2026
Para quem quer acompanhar o torneio completo, estas são as datas centrais da competição:
- Abertura: 11 de junho de 2026
- Última rodada da fase de grupos: 27 de junho
- Rodada 32: de 28 de junho a 3 de julho
- Oitavas de final: de 4 a 7 de julho
- Quartas de final: de 9 a 11 de julho
- Semifinais: 14 e 15 de julho
- Disputa do terceiro lugar: 18 de julho, em Miami
- Final: 19 de julho, em Nova York/Nova Jersey