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4 Razões Que Explicam o Interesse de Jeff Bezos no Liverpool

Com uma fortuna atualmente estimada em US$ 283,8 bilhões, Bezos é o terceiro homem mais rico do mundo

5 min

Segundo uma reportagem publicada na manhã da segunda-feira (10) pela Sky Sports, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, faz parte de um consórcio que está perto de comprar um terço do Liverpool Football Club. A transação avaliaria o tradicional clube da Premier League inglesa em cerca de US$ 6 bilhões, de acordo com a reportagem.

Com uma fortuna atualmente estimada em US$ 283,8 bilhões, Bezos é o terceiro homem mais rico do mundo. E, embora o Amazon Prime Video tenha se tornado um participante cada vez mais relevante no mercado de direitos de transmissão esportiva ao vivo, o investimento seria a primeira participação direta de Bezos em uma grande equipe esportiva profissional.

Bezos não chegaria nem perto de ser o investidor majoritário do clube, já que há vários integrantes no consórcio que assumiria o controle de um terço do campeão inglês 20 vezes.

Ainda assim, é interessante que Bezos possa começar sua incursão na propriedade de equipes esportivas pela Premier League, e não por uma liga americana como a NFL, onde já foi associado a uma possível compra do Washington Commanders.

Por que um dos empresários mais influentes do mundo poderia considerar a Premier League o lugar certo para investir neste momento? A seguir, quatro possíveis razões.

Custo-benefício

Embora US$ 6 bilhões seja uma cifra considerável, é menos da metade do valor atribuído ao Dallas Cowboys, atualmente a franquia esportiva mais valiosa do mundo, avaliada em US$ 13 bilhões.

O Liverpool, porém, tem exponencialmente mais seguidores ao redor do mundo, em um número estimado na casa das centenas de milhões, graças à distribuição global incomparável da Premier League.

É claro que a esmagadora maioria dos torcedores dos Cowboys e de outras equipes da NFL vive nos Estados Unidos, a economia mais rica do mundo, e é o domínio da NFL sobre esse mercado que leva às altas avaliações dos Cowboys e de outras franquias. Ainda assim, há argumentos de que entidades globais do futebol como o Liverpool oferecem mais retorno pelo investimento.

Potencial único de crescimento

O período imediatamente posterior à Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, pode se mostrar especialmente favorável para que grandes marcas globais do futebol ampliem sua presença entre o público americano.

Para o bem ou para o mal, a suposição entre profissionais da mídia esportiva é que os torcedores que passaram a se interessar pelo futebol buscarão manter esse interesse assistindo à Premier League, e não à MLS ou a outras ligas domésticas dos Estados Unidos. E esse público pode ser grande, se os números de audiência televisiva servirem de indicação.

A final entre Espanha e Argentina, em 19 de julho, atraiu mais de 60 milhões de espectadores nos Estados Unidos, segundo dados fornecidos pelas detentoras dos direitos Fox e Telemundo. Isso fez da partida o evento esportivo não relacionado à NFL mais assistido no país desde que o escândalo envolvendo Nancy Kerrigan e Tonya Harding mobilizou o público nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1994.

As audiências da Premier League na NBC já se mostraram expressivas, rivalizando com transmissões nacionais de jogos de temporada regular da NBA e da MLB na televisão aberta.

Mais controle sobre as receitas

Diferentemente das franquias da NFL, que operam com amplo compartilhamento de receitas entre as 32 equipes, o Liverpool FC e outras grandes marcas do futebol têm mais controle sobre a geração de suas próprias receitas.

O dinheiro dos contratos de televisão da Premier League é distribuído parcialmente por mérito, o que significa que clubes com melhor desempenho e que aparecem em mais partidas televisionadas recebem uma fatia maior. E, ao contrário da NFL, os clubes de futebol ficam com toda a receita gerada por parcerias comerciais, dias de jogo e vendas de produtos.

Se este for realmente um momento decisivo para o crescimento do futebol europeu de elite nos Estados Unidos, o potencial de receita dessa oportunidade pode ser ainda maior do que o de uma situação equivalente nas ligas profissionais americanas.

Melhores perspectivas competitivas

Depois de um jejum famoso e prolongado, o Liverpool conquistou dois dos últimos sete títulos da Premier League inglesa. E, com a saída de Pep Guardiola do comando do Manchester City após a temporada passada, parece haver uma oportunidade para que outro clube ultrapasse o City como força dominante do futebol inglês.

O Liverpool certamente não será o único a tentar fazer isso. Mas está entre os clubes mais bem posicionados para ter sucesso, considerando a combinação de sua trajetória recente de crescimento e seu histórico de conquistas.

Por outro lado, o futebol global não está limitado pelos mesmos modelos competitivos da América do Norte que criam o equilíbrio observado na NFL. Apenas sete clubes conquistaram a Premier League desde sua separação da antiga Football League inglesa, no início da década de 1990.

Assim, se o Liverpool conseguir emergir como a nova força dominante, sua posição no topo da hierarquia do futebol inglês poderá se tornar relativamente estável.

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com

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