A conquista do mundial de pilotos pelo italiano Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, atiçou o fogo da paixão dos “tifosi”, os fanáticos italianos pelo automobilismo.
Antonelli encerrou um jejum de 73 anos sem conquistas de pilotos italianos na F-1. Antes dele, Alberto Ascari tinha sido bicampeão mundial em 1952/53. Além de Antonelli e Ascari, somente um outro italiano, Giuseppe “Nino” Farina, foi campeão do mundo, o primeiro da história, em 1950.
Nada disso abala a paixão pelo automobilismo na Itália. As corridas só perdem para o futebol em popularidade.
Mais do que torcer por pilotos italianos, os “tifosi” são apaixonados pela Ferrari. A equipe mais popular e querida da F-1 enfrenta dois jejuns. Desde 2007, com o finlandês Kimi Raikkonen, um piloto da Ferrari não é campeão. A última conquista do Mundial de Construtores é de 2008, com Raikkonen e o brasileiro Felipe Massa.
A disputa de construtores segue aberta, e o Grande Prêmio do Brasil, de 6 a 8 de novembro, pode liquidar a fatura. A Mercedes lidera a classificação, com 630 pontos, e a Ferrari está em segundo, com 504. Se sair da prova de Interlagos com mais seis pontos de diferença para a Ferrari, a Mercedes levará a taça de Construtores. A diferença é de 126 pontos e ainda há um total de 202 em disputa, faltando quatro etapas para o final da temporada (Brasil, Las Vegas, Catar e Abu Dabi).
A oferta máxima de pontos por equipe em etapa comum é de 43 (somados primeiro e segundo lugares). Em disputas com corrida Sprint, sobe para 58. São 86 pontos em disputa em duas etapas (Las Vegas e Abu Dabi) e 116 em Interlagos e no Catar.
A tarefa da Ferrari não é nada fácil. O cenário é muito mais favorável a uma conquista da Mercedes, que pode acontecer no GP do Brasil.
Para isso, basta a equipe alemã somar 21 pontos a mais que a Ferrari entre Sprint e prova. Na ponta do lápis, se a Mercedes fizer dobradinha na Sprint e na corrida, terá 58 pontos. Isso obrigaria a Ferrari e fazer 38 no Brasil para evitar a festa da Ferrari.
Em caso de interrupções nas provas, a pontuação pode ser alterada, segundo o regulamento da F-1. Mas se 75% da distância da prova tiver sido cumprida, a pontuação é normal.
Para manter o sonho vivo no Brasil, a Ferrari precisaria de um fim-de-semana perfeito. Dobradinha de seus pilotos na Sprint e na corrida, e um desempenho trágico da Mercedes, sem pontos.
Em termos de probabilidade, as estatísticas apontam 98,5% de chance de título para a Mercedes.
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