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A Estratégia de IA por trás do Acordo entre CBF e Google

A parceria de dois anos envolve o uso do Gemini para desenvolvimento de tecnologias e suporte à comissão técnica

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Pouco menos de três meses antes do início da Copa do Mundo FIFA de 2026, no dia 11 de junho, o Google anuncia o patrocínio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em um acordo de dois anos de duração.

A parceria envolve o uso da ferramenta Gemini para o desenvolvimento de tecnologias de IA em suporte às comissões técnicas da seleção feminina, masculina e equipes de base (Sub-15, Sub-16, Sub-17, Sub-20 e Sub-23), além do auxílio da ferramenta de Buscas do Google para exposição de conteúdos digitais produzidos pela CBF.

A gigante da tecnologia, no entanto, não estampará sua marca na camisa de treino da seleção, mas sim nos backdrops de coletivas de impresa e em ações de marketing. Os valores do acordo não foram divugados.

“A aliança une a seleção pentacampeã mundial à empresa líder global em inovação, representando um marco que aproxima o esporte da tecnologia ao integrar os benefícios da IA na cultura do futebol”, divulgou o Google em comunicado.

Neste mês, o Google anunciou o patrocínio master da Associação de Futebol da Argentina (AFA), estampando as camisas de treino das seleções do país. A movimentação posiciona a empresa como patrocinadora de duas principais seleções da América Latina.

Patrocinadores da CBF para 2026

A Confederação ampliou o número de patrocinadores para a Copa do Mundo de 2026 e projeta chegar a cerca de 15 marcas. Até o momento, são 10 parceiros:Nike, Itaú, Ambev, Vivo, Cimed, iFood, Uber, Volkswagen, Sadia e Google. A expectativa é de que a companhia aérea Azul seja anunciada nos próximos dias, entre novos acordos.

O retorno da Sadia ao hall dos patrocinadores se dá após o encerramento de uma batalha judicial com a Marfrig (agora MBRF), que teve início em 2012. O novo contrato prevê investimento total de R$ 400 milhões, e deve abranger a Copa de 2030 também.

Todos esses patrocínios, segundo a CBF, adicionam cerca de R$ 250 milhões em um ano de Copa do Mundo.

O movimento marca uma recuperação da CBF após um ano conturbado, marcado pelo processo que levou à saída de Ednaldo Rodrigues da presidência. No período, quatro patrocinadores de peso, incluindo Gol Linhas Aéreas e Mastercard, rescindiram seus contratos com a confederação.

Como a IA vai transformar a Copa 2026

Uma das coisas que diferenciam a Copa de 2026 de todas as outras não é só o fato de que, pela primeira vez, será disputada em três países-sede, mas também a chegada da inteligência artificial.

Além de mudanças na experiência de consumo, relacionadas a transmissões imersivas, dados e análises de jogo em tempo real, o uso da tecnologia vem sendo incorporado pelas próprias seleções, com recursos para garantir transparência e precisão nas decisões durante os jogos.

Não se trata de nivelar times, mas sim de oferecer um ambiente competitivo mais justo, com o auxílio da IA para avaliações de arbitragem, uso de recursos visuais para reconstruir jogadas e levantamento de dados e insights dos jogos para análises preditivas mais certeiras.

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