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Uma em Cada Seis Peças de Marketing Precisa Ser Refeita, Aponta Levantamento

Segundo dados da Deskfy, o tempo médio de ajuste chega a 69 horas, devido a demandas paradas na etapa de aprovação

3 min

O envio de produtos para novas campanhas de marketing de uma marca ou de um evento pode gerar custos adicionais para as empresas quando há necessidade de refazer peças e materiais de comunicação. Uma a cada seis tarefas que entram na fila do marketing precisa ser refeito, aponta um levantamento realizado pela Deskfy, plataforma de gestão de marketing para redes e franquias, e obtido com exclusividade pela Forbes Brasil.

Esse processo, conhecido como refação, ocorre quando um material precisa ser corrigido ou alterado após a primeira entrega, seja por falta de padronização, informações incorretas, briefing incompleto ou desalinhamento com o que foi solicitado na campanha.

O levantamento analisou 31.803 solicitações de peças criativas produzidas por mais de 53 clientes entre os janeiro e junho deste ano. Os dados mostram que 5.470 demandas precisaram passar por ajustes ou correções após a primeira entrega, o que representa uma taxa de 17,2% de retrabalho.

A pesquisa indica ainda que metade das solicitações de ajuste é resolvida em até três horas e meia. A média geral, contudo, chega a 69 horas, cerca de nove dias úteis de retrabalho, impulsionada por demandas que ficam dias ou semanas paradas na etapa de aprovação.

A demora nas revisões pode comprometer os prazos da produção e entrega das campanhas, além de exigir novas horas de trabalho das equipes de marketing.

Índice de refação nas empresas

Apesar de o retrabalho afetar a produção das empresas, a proporção de peças que precisam de correções varia entre as operações de marketing. A Deskfy aponta que pouco menos de três em cada dez empresas analisadas mantêm o indicador abaixo de 10%, enquanto 38,5% das empresas registram taxas de 10% a 20%.

Em alguns casos, 17,3% das empresas enfrentam índices de retrabalho superiores a 30%. Entre elas, 5,8% chegaram a refazer mais da metade das peças produzidas no período analisado.

“Empresas sem um processo formal até relatam índices baixos de refação no papel, mas isso costuma ser um falso positivo. O
material sai com erro para o mercado simplesmente porque ninguém revisou”, explica Victor Dellorto, CEO e cofundador da Deskfy.

Segmentos mais afetados

A frequência das correções também varia conforme o segmento econômico. Segundo o levantamento, o setor de atuação impacta diretamente na frequência dessas alterações.

Entre os setores analisados, as instituições de ensino lideram o ranking de retrabalho por segmento da economia, registrando 29,9% das peças refeitas. Já o setor de lazer, que inclui hotelaria e turismo, aparece em segundo lugar, com 23,8%.

“O setor de educação lidera esse ranking pela regulamentação rígida, além de regras acadêmicas que mudam com frequência e exigem checagens minuciosas de termos e datas. Já no turismo e na hotelaria, o vilão é o dinamismo das tarifas”, detalha Dellorto.

Na sequência, as empresas de agências e consultorias registram uma taxa de retrabalho na produção de 15,4%, enquanto as fintechs, empresas que usam tecnologia par oferecer serviços financeiros têm um percentual médio de 11,8%.

Em contrapartida, os segmentos de vestuário e calçados registraram índices cinco vezes menores, com registros inferiores a 10% do processo de refação de produtos. Já o setor de combustíveis apresentou a menor taxa ponderada da pesquisa, com 6,4%. O recorte considera apenas setores com três ou mais marcas ativas na base.

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