Apresentado por       

Dólar bate nova máxima histórica

Moeda norte-americana fecha acima de R$ 5,70.

Redação
Apresentado por       
Compartilhe esta publicação:
ReutersConnect/Ricardo Moraes
ReutersConnect/Ricardo Moraes

Moeda norte-americana fecha acima de R$ 5,70

Acessibilidade


O dólar fechou acima de R$ 5,70 pela primeira vez na história hoje (6), com o real mais uma vez liderando as perdas entre as principais moedas globais, numa sessão marcada pelo fortalecimento da moeda norte-americana em todo o mundo.

As operações locais seguiram o viés externo, mas o real tornou a ocupar a lanterna entre seus pares, diante de um combo negativo de notícias para a divisa.

LEIA MAIS: Gerdau religará alto-forno em MG até julho, vê spreads metálicos estáveis no Brasil e EUA

Investidores aguardam amplamente novo corte de 0,5% nos juros pelo Banco Central, mas há no mercado de juros apostas alternativas de redução de 0,75%. Isso porque novos dados denunciaram o agudo impacto da crise da Covid-19 na economia doméstica, com o setor de serviços sofrendo contração recorde em abril.

“Vemos muito pouco argumento para impedir o BC de diminuir o juro em mais 50 pontos-base” nesta quarta-feira”, disseram analistas da TD Securities em referência ao cenário-base do mercado. Segundo eles, isso é amparado por evidências de que uma depreciação “substancial” da taxa de câmbio não tem impactado os índices de inflação.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

“O BC decidiu se concentrar no apoio ao crescimento”, acrescentaram, prevendo que o real seguirá “um caminho de depreciação”.

O desânimo com a história do Brasil tem mantido a série mensal de fluxo negativo, contribuindo para a pressão no câmbio. Em abril, o país perdeu dólares pelo nono mês consecutivo. Em 2020, o saldo do fluxo cambial é deficitário em US$ 12,730 bilhões.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Fechamento de mercado, com Francine Mendes, na Forbes

Uma publicação compartilhada por Forbes Brasil (@forbesbr) em

“O real não vale mais nada e, devido aos erros de política monetária, vai valer ainda menos”, disse um gestor.

O mercado de câmbio sentiu ainda a notícia, da noite de ontem (5), de que a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a perspectiva para a nota de crédito do país citando renovada incerteza política. A perspectiva negativa indica maiores chances de novo corte do “rating” soberano, o que apontaria avaliação pior sobre a capacidade de um país honrar seus compromissos.

O Brasil é classificado como status “junk” (especulativo) pelas três principais agências de risco, o que, segundo analistas, tem tido peso importante na falta de apetite do estrangeiro pelo mercado brasileiro – que se reflete em menor fluxo e, portanto, menor oferta de dólar.

O dólar à vista fechou esta quarta em alta de 2,03%, a R$ 5,7035 na venda, nova máxima recorde nominal. No pico intradiário, a cotação foi a R$ 5,7072.

E TAMBÉM: “2020 será o ano de educação financeira”, diz Annalisa Dal Zotto

Na B3, o dólar futuro tinha valorização de 2,36%, a R$ 5,7220, às 17h26.

Em 2020, o dólar à vista dispara 42,13% ante o real. Além de liderar as perdas globais na sessão, a moeda brasileira tem ainda a pior performance em maio e em 2020, considerando 34 rivais do dólar. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: