Apreensão com nova onda de Covid-19 derruba Ibovespa em semana volátil

ReutersConnect/Paulo Whitaker
ReutersConnect/Paulo Whitaker

O risco de uma nova onda de casos de Covid-19 em meio à reabertura das economias causou um fraco desempenho do Ibovespa durante a semana

O Ibovespa fechou em queda hoje (26), com bancos e Petrobras entre as maiores pressões negativas, após semana de sobe e desce, marcada por preocupações com o risco de uma nova onda de casos de Covid-19 em meio à reabertura das economias.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 2,24%, a 93.834,49 pontos. O volume financeiro somou R$ 23 bilhões. Na semana, contabilizou uma perda de 2,8%.

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Na visão do analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, participantes do mercado adotaram cautela na semana diante do temor de que novas infecções pelo vírus ameacem o processo de reabertura da economia dos EUA e de outros países.

Ele avalia, contudo, o movimento na bolsa brasileira ainda se trata de uma correção dentro de uma tendência de alta no mercado.

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) divulgou nesta sexta-feira 40.588 novos casos de coronavírus no país, o maior aumento diário da pandemia.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em queda de 2,4%, pressionado ainda pelo declínio das ações de instituições financeiras, após o Federal Reserve limitar pagamentos de dividendos por bancos, após teste de estresse.

Apesar da semana negativa, o Ibovespa caminha para fechar mais um mês com valorização, ainda um reflexo ao forte fluxo de pessoas físicas para as ações brasileiras, que vêm aumentando sua participação no volume negociado desde março.

Até o momento, o Ibovespa acumula alta de pouco mais de 7% em junho, contabilizando um ganho de 28,5% no segundo trimestre, apesar de toda a volatilidade que a pandemia trouxe aos mercados financeiros.

O índice ainda está distante das máximas do começo do ano, quando se aproximou dos 120 mil pontos, mas já se afastou da mínima de 2020, quando regrediu a quase 60 mil pontos em março, duramente afetado pela aversão a risco em razão do Covid-19.

Análise técnica do Itaú BBA, contudo, reiterou que o Ibovespa precisará superar a região de resistência em 97.700 pontos para retomar a trajetória de alta rumo aos 102.300 e 108.800 pontos.

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“O Ibovespa segue no movimento de alta, deu uma pausa na tentativa de superar a região de resistência em 97.700 pontos e está em um movimento de realização de lucros. Por enquanto é apenas um movimento de acomodação após as altas recentes.”

Na visão de Fábio Perina e Larissa Nappo, o sentimento de alta no curto prazo será mantido enquanto o Ibovespa permanecer acima da região dos 88.400 pontos.

Do noticiário brasileiro, corroboraram o viés negativo novos ruídos envolvendo prisão do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, em inquérito que investiga a suposta apropriação e desvio de salários de servidores do Rio de Janeiro.

Destaques

– BRADESCO PN caiu 3,09%, com o setor bancário como todo sofrendo nesta sessão, na esteira da fraqueza de seus pares norte-americanos. No Brasil, o Banco Central também mostrou que o estoque total de crédito no país subiu 0,3% em maio sobre abril, a R$ 3,596 trilhões, num movimento inteiramente puxado pelos financiamentos a empresas. ITAÚ UNIBANCO PN, que anda trocando farpas com a sócia XP Inc, fechou em baixa de 1,68%.

– PETROBRAS PN e PETROBRAS ON recuaram 2,93% e 2,19%, respectivamente, em sessão de fraqueza do petróleo no exterior. Fontes afirmaram à Reuters que a Mubadala Investment, fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, realizou na quinta-feira uma oferta pela refinaria Landulpho Alves (RLAM), da Petrobras, na Bahia.

– VALE ON terminou com declínio de 0,68%, com o setor de mineração e siderurgia como um todo no vermelho.

– CIELO ON caiu 4,93%, ainda pressionada após reguladores no Brasil suspenderem o uso do Whatsapp para transações em parcerias com instituições financeiras no Brasil. A Cielo era a única adquirente que participaria do acordo em um primeiro momento.

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– IRB BRASIL RE avançou 5,42%, após divulgar conclusões de investigações que identificaram irregularidades em informações relacionadas a sua base acionária, notadamente o caso envolvendo a desmentida participação da Berkshire Hathaway na empresa, além de problemas em pagamento de bônus e recompra de ações. A resseguradora afirmou que os responsáveis primários já identificados pelas irregularidades não estão mais na companhia e acrescentou que tomará providências legais para se ressarcir dos prejuízos em razão de tais ações.

– CCR ON e ECORODOVIAS ON perderam 5,73% e 3,73%, respectivamente, em sessão de ajustes após forte avanço na véspera. (Com Reuters)

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