Vamos fazer três ou quatro “grandes” privatizações neste ano, diz Guedes

Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

O ministro avaliou que as privatizações “decisivamente” não andaram em ritmo “satisfatório”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem (5) que a questão fiscal não é fator que tira seu sono e que a equipe econômica se concentra em programas para atacar “frontalmente” o desemprego, acrescentando que nos próximos “30, 60, 90 dias” o governo fará três ou quatro “grandes” privatizações.

“Vamos esperar um pouquinho. Vocês vão saber já já”, disse o ministro ao ser questionado, em entrevista à “CNN Brasil”, sobre quais empresas estariam nessa lista.

LEIA MAIS: Tudo sobre finanças e o mercado de ações

Mas Guedes disse que este seria um “excelente ano” para as subsidiárias da Caixa Econômica Federal (CEF) fazerem uma “grande” oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no valor de R$ 20 bilhões a R$ 50 bilhões, “bem maior até” que uma Eletrobras, segundo ele.

O chefe da Economia afirmou ainda que os Correios “seguramente” estariam na lista de privatizações, mas se recusou a falar quando.

Fazendo um mea-culpa, o ministro avaliou que as privatizações “decisivamente” não andaram em ritmo “satisfatório”, mas que agora vão andar, e admitiu problemas em fazer o crédito chegar à ponta.

Guedes disse que, apesar da pandemia, a equipe econômica não perdeu o rumo fiscal e que o fundo do poço para a atividade econômica pode ter sido em abril.

O ministro afirmou que o primeiro capítulo para a retomada da atividade era o ataque às despesas, antes de o país ser atingido por um “meteoro” (em referência à pandemia), e que agora o Brasil está no segundo capítulo, descrito por ele como de descentralização de recursos.

Para Guedes, em se confirmando expectativas dos dois últimos ministros da Saúde, em dois ou três meses o Brasil estaria entrando em um novo capítulo –em que a primeira onda da pandemia seria superada.

VEJA TAMBÉM: Inscreva-se no Canal Forbes Pitch, no Telegram, e fique por dentro de tudo sobre empreendedorismo

O ministro disse achar que a reforma tributária será enviada ao Congresso ainda neste ano, voltou a defender tributação sobre dividendos e transações digitais e adotou tom crítico sobre “interdições” de discussões por parte de outros atores políticos, afirmando que é “exploração política desagradável” dizer que o governo está devendo a reforma.

“Acho que os debates devem ser permitidos. Por exemplo, discutir um imposto digital, imposto sobre transação, é uma discussão legítima, por que vai ser interditado isso?”, questionou.

Como recado ao investidor estrangeiro, Guedes disse que o Brasil vai surpreender e que o país tocará projetos nas áreas de saneamento, cabotagem, elétrica, concessões e privatizações. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Inscreva-se no Canal Forbes Pitch, no Telegram, para saber tudo sobre empreendedorismo.

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).