Ibovespa fecha praticamente estável em dia de vencimentos e agenda corporativa cheia

Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Índice de referência do mercado acionário brasileiro encerrou com variação negativa de 0,06%, a 102 mil pontos

A bolsa paulista fechou praticamente estável nesta sessão, marcada por vencimento de opções sobre o índice e do Ibovespa futuro, com uma bateria de resultados corporativos previstos ainda hoje (12), entre eles, Marfrig, cuja ação figurou entre os destaque positivos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação negativa de 0,06%, a 102.117,79 pontos, perdendo fôlego no final da manhã, após subir a 103.116,11 pontos no melhor momento. O fechamento, porém, marcou uma melhora ante a mínima da sessão, quando chegou a 100.697,78 pontos. O volume alcançou R$ 43,8 bilhões, inflado pelas operações relacionadas aos vencimentos.

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A cena corporativa doméstica também destacou anúncio de acordo entre a StoneCo e a Linx, na noite de ontem (11), além dos balanços de RD, BR Distribuidora e XP Inc. Após o fechamento, estão previstos os resultados de BRF, Eletrobras, MRV, Ultrapar, Taesa e Via Varejo.

Debandada

O pregão ainda teve de pano de fundo a saída dos secretários especiais do Ministério da Economia Salim Mattar (Desestatização) e Paulo Uebel (Desburocratização), com o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmando que houve uma “debandada” da sua equipe.

Na visão de Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos, o cenário externo não está muito bom, mas também não tão ruim, com notícias sobre vacinas e percepção de que algum acordo será alcançado nos EUA para mais ajuda à economia.

“O problema é que no Brasil há um cenário pior”, avaliou, citando a saída de mais dois membros da equipe econômica como o evento mais recente, em movimento que começa a trazer preocupação sobre o discurso mais pró-economia, pró-reformas.

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Franchini acrescentou que o receio no mercado é de que a estratégia do presidente Jair Bolsonaro de aumentar a sua base de apoio no Congresso acabe enfraquecendo Guedes e sua estratégia de ajuste das contas públicas. “Pode ser que não seja nada e daqui a um mês as coisas voltem ao normal, mas hoje sem dúvida são pontos que o mercado está muito de olho; e uma eventual saída desse racional econômico que foi o que ajudou a eleger Bolsonaro causaria um grande desgaste para os investidores.”

No exterior, a trajetória ascendente prevaleceu em Wall Street, onde o S&P 500 subiu 1,4%, apoiado em papéis de tecnologia, enquanto agentes continuam monitorando negociações para novos estímulos fiscais nos EUA. (Com Reuters)

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