Com pressão do exterior, Ibovespa tem sessão negativa e perde os 100 mil pontos

Reprodução/Forbes

O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (27) em forte queda, recuando 1,40% aos 99.605 pontos. A pressão vinda do exterior foi impulsionada pelo retorno da tensão no ambiente político brasileiro, após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, criticar a base do governo por obstruir a votação de matérias na Casa, afirmando esperar maior interesse do poder Executivo na votação de temas relacionados às reformas econômicas.

O sentimento de aversão aos riscos impulsionou o dólar contra o real. A divisa norte-americana ganhou 1,25% no dia, negociada a R$ 5,68 na venda, o maior patamar desde 20 de maio.

Para o analista Régis Chinchila, além da pressão dos eventos externos, a bolsa brasileira também refletiu movimentos de realização de lucros após três semanas consecutivas de alta e uma certa cautela antes da decisão de juros do Banco Central.

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Amanhã, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central encerra sua reunião de dois dias e a expectativa no mercado é de que a taxa Selic permaneça no piso histórico de 2% ao ano. As atenções no mercado estão voltadas particularmente para os comentários relacionados à inflação e cena fiscal.

Ainda no cenário doméstico, o mercado segue de olho na temporada de balanços financeiros. Os dados positivos reportados pelo Santander no início da manhã não foram suficientes para acompanhar os 20% de valorização das últimas semanas, empurrando os papéis do banco para queda de 4,73% no dia, negociado aos R$ 33,27.

“Além da arrancada desde o começo do mês, que reduziu o apetite por uma compra e abriu caminho para uma realização de lucros, o mercado não está tão certo sobre a manutenção da redução do nível de provisão e que já chegamos no topo do nível de inadimplência. Prova disso que mesmo com todo apoio do governo, o índice de inadimplência de 15 a 90 dias do Santander aumentou 0,4 ponto percentual, atingindo 3,1%, o que revela a dificuldade do segmento pessoa física de honrar suas dívidas”, explica Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora. Nesta semana, apresentam também seus resultados Bradesco, Vale, Petrobras e Ambev.

Nos EUA, democratas e republicanos seguem afirmando que um novo pacote de estímulo à economia está em fase final de negociação, embora seja pouco provável qualquer anúncio antes das eleições presidenciais no país, marcadas para a próxima terça-feira, 3 de novembro.

De olho nas urnas, os investidores norte-americanos seguem ajustando suas posições e aumentando a volatilidade do mercado. O Dow Jones fechou hoje em queda de 0,80%, o S&P 500 caiu 0,30% e o Nasdaq Composite teve alta de 0,64%.

Os pregões na Europa também tiveram uma sessão negativa, atingindo as mínimas em um mês. O FTSE 100, de Londres, perdeu 1,09%. Em Paris, o CAC 40 teve queda de 1,77% na sessão. Na região, o foco está em uma reunião desta quinta-feira do Banco Central Europeu em busca de pistas sobre estímulos monetários para o bloco. (Com Reuters)

Destaques do Ibovespa

Maiores Altas

CSAN3: +2,81% a R$ 70,17
RENT3: +2,67% a R$ 64,57
GGBR4: +2,39% a R$ 23,61
GOAU4: +2,34% a R$ 10,51
RADL3: +1,99% a R$ 26,08

Maiores Baixas

EMBR3: -6,25% a R$ 6,45
SANB11: -4,73% a R$ 33,27
B3SA3: -4,06% a R$ 52,75
COGN3: -3,75% a R$ 4,62
VVAR3: -3,72% a R$ 18,88

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