Ibovespa recua e fecha 5ª semana seguida no vermelho; dólar encerra negociado a R$ 5,66

Reprodução/Forbes

O cenário internacional pesou mais uma vez sobre o humor dos investidores e levou o Ibovespa a novas perdas no dia, encerrando a quinta semana consecutiva no vermelho. O índice fechou a sessão com baixa de 1,53% aos 94.015 pontos, após iniciar a semana acima da marca dos 98 mil pontos. O dólar registrou mais um dia de valorização, subindo 0,21% e negociado a R$ 5,66.

O acentuado recuo do IBOV é reflexo, principalmente, da preocupação dos investidores quanto à capacidade de financiamento do governo em longo prazo. O anúncio do Renda Cidadã bancado com recursos de precatórios e do Fundeb na segunda-feira acentuou esses temores, estressando a curva de juros e derrubando a Bolsa brasileira.

No acumulado do ano, a dívida bruta, considerada o principal indicador da saúde fiscal do país, já subiu 13,0 pontos ante o fechamento de 2019. A expectativa mais recente do ministério da Economia, divulgada nesta semana, é de que o indicador alcance 93,9% do PIB em dezembro, considerando uma retração da economia de 4,7%.

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou ontem (1º) que a autoridade monetária irá retirar imediatamente seu compromisso de não subir os juros, explicitado na política de “forward guidance”, caso haja violação do teto de gastos pelo governo.

No exterior, o teste positivo para coronavírus do presidente dos EUA, Donald Trump, e da primeira-dama Melania Trump, adicionou mais incertezas ao cenário político nas semanas que antecedem o pleito eleitoral norte-americano.

Trump tem 74 anos e o seu diagnóstico soma-se a outros 40 mil casos de infecções por Covid-19 confirmados apenas ontem nos EUA. Além da idade, o presidente é considerado pertencente ao grupo de risco em função do sobrepeso e por não exercitar-se regularmente.

Ainda nos EUA, o mercado repercute a desaceleração na criação de vagas de trabalho em setembro, com 661 mil novos postos adicionados no mês, ante 1,489 milhão em agosto. A perda do ímpeto na geração de empregos é considerada um reflexo da falta de estímulo fiscal pelo governo que ainda não chegou a um acordo com os democratas no Congresso sobre um novo pacote de recursos.

Embora a economia tenha recuperado muito terreno desde o pior da pandemia, mais de 10 milhões de norte-americanos continuam desempregados. A situação incerta em torno da abertura de escolas teve um efeito particularmente deletério sobre o emprego feminino.

Na Europa, as bolsas passaram o dia no vermelho, mas reverteram a tendência no fim do pregão. O FTSE 100 avançou 0,39%, enquanto o DAX recuou 0,33%. O CAC 40, de Paris, teve ganhos de 0,02%, o Stoxx 600 subiu 0,25% e o FTSE MIB avançou 0,01%. (Com Reuters)

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