Ibovespa opera em alta e renova máximas históricas

O Ibovespa opera com ganhos na abertura do penúltimo pregão de 2020, atingindo máximas históricas com o ambiente positivo para os ativos de risco no exterior dada a perspectiva de mais estímulos nos EUA e o início da vacinação em diversos países do mundo. Às 10h19, horário de Brasília, o índice brasileiro avançava 0,46% aos 119.669 pontos, superando o patamar de fechamento de 23 de janeiro, quando registrou sua máxima histórica de 119.527,63 pontos.

O cenário doméstico segue no radar dos investidores em meio à disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. O presidente Jair Bolsonaro declarou em público seu apoio à candidatura do líder do PP, Arthur Lira (AL), e colocou o atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao lado de seus inimigos tradicionais: PT, PCdoB e PSOL.

No exterior, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou ontem a proposta do presidente norte-americano, Donald Trump, para o pagamento de US$ 2 mil de auxílio para pessoas afetadas pela pandemia de covid-19, enviando a medida para um futuro incerto no Senado, já que o único acordo possível com os senadores republicanos foi o pagamento de US$ 600, aprovado na última semana. Trump sancionou o pacote de gastos e auxílio econômico que totalizou US$ 2,3 trilhões no fim de semana, ajudando a elevar o ânimo dos mercados internacionais nesta reta final de 2020.

Às 11h44, horário de Brasília, o Dow Jones subia 0,42%, o S&P 500 avançava 0,42%, enquanto o Nasdaq Composite disparava 1,07%.

“Os mercados seguem otimistas com a aprovação do pacote fiscal nos EUA e o início da vacinação contra a covid-19, que traz de volta a expectativa de retomada mais rápida das atividades e recuperação das economias destes países”, afirmou a equipe da corretora Planner, em comentário a clientes.

O cenário mais otimista para 2021 favorece os preços do petróleo, que operam em alta nesta manhã, enquanto o dólar perde força contra o real e trabalha em campo negativo, recuando 0,38% e negociado a R$ 5,21 na venda. Ontem, a moeda norte-americana fechou em forte alta contra o real, sob pressão compradora com o desmonte de posições do overhedge.

Sidnei Moura Nehme, economista e diretor executivo da NGO Corretora de Câmbio, disse à Reuters que, “evidentemente, houve ontem e nos últimos dias e continuará havendo demanda (por dólares) que deve se acentuar nestes últimos dias do ano.” Ele citou a influência do movimento de desmonte do overhedge de bancos, que é uma proteção cambial adicional que deixou de ser interessante depois de mudanças, anunciadas no começo de 2020, em regras tributárias. Zerar o ‘overhedge’ implica compra de dólares.

Analistas apontam para a possibilidade de nova intervenção do Banco Central nesta terça-feira caso alguma pressão compradora impulsione o dólar exageradamente contra o real, enquanto a baixa liquidez de fim de ano colabora para a expectativa de volatilidade ou oscilações bruscas no mercado de câmbio.

Nos indicadores, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta manhã que o Brasil iniciou o quarto trimestre com aumento no número de desempregados. Entre agosto e outubro a taxa de desemprego foi a 14,3%, com 14,061 milhões de pessoas em situação de desemprego.

A B3 também divulgou hoje a terceira e última prévia do Ibovespa que irá vigorar de 4 de janeiro a 31 de abril, confirmando a entrada das ações de Copel, Eneva, JHSF e Unidas, sem exclusões para a próxima carteira teórica.

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