Klabin avalia não ser difícil aplicar alta de preços na China, diz Bradesco BBI

Por volta das 15h00, horário de Brasília, os papéis da empresa avançavam 1,4%, a R$ 24,38, enquanto o Ibovespa subia 1%.

Redação
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Por volta das 15h00, horário de Brasília, os papéis da empresa avançavam 1,4%, a R$ 24,38, enquanto o Ibovespa subia 1%

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A Klabin deve implementar um recente aumento de preços de celulose na China sem dificuldade, sinalizou a fabricante de papel e celulose em evento com analistas e investidores hoje (4), conforme relato da equipe do Bradesco BBI sobre o ‘Klabin Day 2020’ em relatório a clientes.

“Para 2021, a dinâmica deve melhorar ainda mais, uma vez que o crescimento da oferta deve ser limitado, enquanto a demanda deve recuperar na margem”, detalhou o analista Thiago Lofiego, acrescentando que a companhia vê oportunidades de aumento de preços em outras regiões, como Europa.

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Em relação ao segmento de embalagens, tendências estruturais devem sustentar a demanda e a lucratividade, citou o analista. “As perspectivas são positivas, impulsionadas pelo crescimento do comércio eletrônico, que apresenta melhor rentabilidade relativa, e produtos inovadores para substituição de plásticos.”

De acordo com o relato de Lofiego, a Klabin espera alta de preços acima da inflação no futuro próximo no segmento, em razão do mercado apertado. “A nova plataforma e-Klabin (combinando B2B, market place e clientes menores) também poderá impulsionar as vendas”, acrescentou.

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No que diz respeito à linha de kraftliner a Klabin também está bem posicionada, segundo o analista do Bradesco BBI, acrescentando que o tamanho do mercado global de papel cartão é atualmente de 167 milhões de toneladas, das quais cerca de 42 milhões de toneladas são baseadas em fibra virgem.

“Em 2030, a Klabin espera que o mercado totalize 219 milhões de toneladas e cerca de 51 milhões de toneladas de fibra virgem”, observou, acrescentando que a percepção da companhia é de que as novas adições de capacidade não devem ser prejudiciais, dadas as perspectivas de crescimento da demanda.

“A Ásia é o motor mais relevante (também impactado pelas proibições de resíduos e plásticos da China), mas as perspectivas são saudáveis para outras regiões, como os EUA e o Brasil, o que é favorável para a dinâmica global de preços.”

A companhia também reportou no evento que o projeto Puma II está evoluindo positivamente, com 69% das obras das ilhas de processo concluídas até o momento. Executivos mencionaram que a Klabin conseguiu garantir contratos de volume com clientes, compreendendo 50% da produção da máquina kraftliner de 450 kt.

“A empresa ainda estuda a segunda fase do PUMA II, que será em kraftliner ou papelão e, para manter o cronograma de start-up do segundo trimestre de 2023, uma decisão deve ser tomada no primeiro trimestre de 2021”, disse, acrescentando que a empresa vê a integração com a IP acima das expectativas.

Na avaliação de Lofiego, Klabin está claramente bem posicionada para continuar a se beneficiar das tendências estruturais do mercado de embalagens, como o crescimento do comércio eletrônico e a mudança nos padrões de consumo para produtos mais ecológicos.

Ele acrescentou ainda que expressiva flexibilidade operacional da Klabin no segmento de embalagens de papel e a alta exposição aos setores de necessidades básicas devem continuar sustentando os resultados da empresa no próximo ano, enquanto o ciclo da celulose está em um ponto de inflexão.

“Mantemos nossa classificação de ‘outperform’ na Klabin”, afirmou o analista, que tem preço-alvo de R$ 27 para as units da empresa.

Por volta das 15h00, horário de Brasília, os papéis da empresa avançavam 1,4%, a R$ 24,38, enquanto o Ibovespa subia 1%. Em 2020, as units da Klabin acumulam alta de 32,6%, contra declínio de 2% do Ibovespa. (Com Reuters)

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