Ibovespa fecha acima dos 119 mil pontos com fôlego do varejo e exterior

O Ibovespa encerrou em alta de 0,41% no pregão de hoje (13), pela primeira vez em dois meses acima dos 119 mil pontos, impulsionado pela recuperação de 0,6% no varejo brasileiro em fevereiro após três meses em queda e por dados da balança comercial chinesa em março. A maior consumidora global de minério de ferro aumentou em 19% a demanda pela commodity no último mês, superando as expectativas do mercado.

Em Wall Street, o S&P 500 registrou hoje novas máximas, ganhando 0,33% aos 4.141 pontos no fechamento, com empresas de tecnologia liderando os ganhos na sessão. O fôlego no mercado norte-americano foi amparado pelos dados da inflação ao consumidor, que subiu 0,6% em março e 2,6% no acumulado de 12 meses, levemente acima das expectativas do mercado.

A suspensão na distribuição da vacina da Johnson & Johnson também esteve hoje no radar dos investidores. Autoridades de saúde norte-americanas pediram uma pausa no uso do imunizante após relatos de uma condição rara de coagulação sanguínea em seis mulheres. As ações da farmacêutica atingiram a mínima de um mês durante o dia, mas recuperaram parcialmente as perdas para terminar o dia em baixa de 1,3% no exterior.

O recuo nos papéis da J&J pressionou o índice Dow Jones, que fechou em queda de 0,20% aos 33.677 pontos.

O dólar operou como montanha-russa nesta terça-feira e, depois de muito vaivém, fechou em leve queda frente ao real, perdendo 0,08% e negociado a R$ 5,71 na venda, com problemas fiscais e políticos no Brasil reduzindo o impacto da fraqueza da moeda norte-americana no exterior após os dados da inflação nos EUA.

O governo articula a edição de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que abra espaço para algumas despesas adicionais limitadas ao enfrentamento da pandemia e contorne, ao menos em parte, o impasse gerado pela subestimativa de gastos obrigatórios no orçamento. Uma versão do texto elaborada pelo Planalto com previsão de gastos de R$ 35 bilhões já foi descartada diante da percepção de representar um furo no teto de gastos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem reiterado que o país não tem mais espaço para reeditar a estratégia adotada no ano passado, quando a decretação do estado de calamidade retirou despesas com a pandemia, que somaram mais de R$ 500 bilhões, das amarras representadas pela meta de déficit primário, regra de ouro (proibição de que governo se endivide para cobrir despesas correntes) e teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à variação da inflação.

A PEC Emergencial, já aprovada no Congresso, estabeleceu o protocolo para novas decretações do estado de calamidade pública, mas com a dívida bruta do governo já em 90% do PIB, a equipe econômica teme seguir novamente esse caminho.

Por ora, o governo só tem garantidos para o enfrentamento ao impacto econômico do coronavírus R$ 44 bilhões destinados a cobrir os novos pagamentos de auxílio emergencial, que começaram a ser feitos neste mês. A nova PEC, se avançar, dará alguma previsibilidade aos gastos adicionais com a Covid-19 e também teria a vantagem de evitar que o governo seja obrigado a fazer alterações mais profundas na lei orçamentária aprovada pelo Congresso para garantir o cumprimento das regras fiscais. O presidente Jair Bolsonaro tem até o dia 22 para sancionar o texto do orçamento de 2021. (Com Reuters)

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