Bernard Arnault alcança Jeff Bezos e disputa o título de pessoa mais rica do mundo

Após alta nas ações da LVMH e baixa nas da Amazon, cada um dos bilionários possui uma fortuna de US$ 186 bilhões.

Giacomo Tognini
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Christophe MorinI P3/Getty Images
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O bilionário francês Bernard Arnault é chefe do grupo de bens de luxo LVMH

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Menos de um mês depois de atingir o auge de um patrimônio líquido de US$ 200 bilhões, no final de abril, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, não pode mais alegar ser a pessoa mais rica do mundo. Ele agora tem um vizinho no topo: o bilionário francês Bernard Arnault, chefe do grupo de bens de luxo LVMH.

Arnault terminou a semana US$ 800 milhões mais rico – com um patrimônio líquido de US$ 186 bilhões – depois que as ações da empresa fecharam quase meio por cento mais altas na Europa. Do outro lado do Atlântico, as ações da Amazon caíram pouco mais de 1% ontem (21), reduzindo em US$ 2,3 bilhões o patrimônio líquido de Bezos, colocando os dois juntos na casa de US$ 186 bilhões.

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Por um breve momento, pouco antes do fechamento do mercado de ontem em Nova York, Arnault estava cerca de US$ 100 milhões mais rico do que Bezos e sozinho no topo. Não é a primeira vez que isso acontece: no dia 16 de dezembro de 2019, o bilionário ultrapassou Bezos por algumas horas, até as ações da Amazon fecharem em alta, jogando o magnata francês de volta ao segundo lugar.

Desde então, os dois estão US$ 76 bilhões mais ricos. Suas fortunas cresceram junto com o preço das ações da LVMH e da Amazon. Quando a Forbes publicou a lista de bilionários do mundo em 2021, no início de abril, com patrimônio líquido calculado com base nos preços das ações em 5 de março, Bezos classificou-se em primeiro lugar, com US$ 177 bilhões, enquanto Arnault estava em terceiro, com US$ 150 bilhões. Entre os dois, na segunda posição, estava o chefe da Tesla, Elon Musk. A partir daí, as ações da LVMH subiram quase 21%, o triplo do aumento de 7% nas ações da Amazon.

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A LVMH registrou uma receita recorde de US$ 16,7 bilhões no primeiro trimestre de 2021, à medida que os clientes – principalmente nos EUA e na China – voltaram a comprar roupas de luxo, relógios e joias do conglomerado. As marcas da empresa incluem Louis Vuitton, Sephora, Marc Jacobs, Christian Dior, Fendi e muitas outras. A forte recuperação da LVMH, em relação ao impacto da pandemia na indústria da moda, ajudou Arnault a crescer mais de US$ 100 bilhões desde a derrocada do mercado no início de março de 2020. Ele valia US$ 76 bilhões na lista de bilionários da Forbes em 2020, calculada com base nos preços das ações em meados de março desse mesmo ano.

Enquanto isso, Jeff Bezos tem vendido ações da Amazon desde que anunciou, em fevereiro, que deixaria o cargo de CEO no final deste ano. O bilionário vendeu US$ 6,6 bilhões (antes dos impostos) em ações durante três semanas em maio. Os papéis da empresa caíram quase 8%, desde que atingiram alta de US$ 3.471,3, no dia 29 de abril, quando a gigante do comércio eletrônico anunciou US$ 108,5 bilhões em vendas no primeiro trimestre de 2021, superando as expectativas.

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