Lucro da CCR dispara no 1º trimestre com itens extraordinários, mas receitas caem

A operadora informou hoje (13) que seu ganho líquido de janeiro a março somou R$ 688,9 milhões.

Redação
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A CCR teve um salto no lucro do primeiro trimestre, apoiada em receitas extraordinárias oriundas de um aditivo com o governo paulista, mas os resultados foram menores em bases comparáveis, ainda refletindo os efeitos das restrições de circulação impostas para conter a pandemia de Covid-19.

A operadora de concessões de rodovias, aeroportos e de mobilidade urbana informou hoje (13) que seu lucro líquido de janeiro a março somou R$ 688,9 milhões, aumento de 137,8% sobre um ano antes. Excluindo efeitos extraordinários, o lucro somou R$ 126 milhões, queda de 56,5% ano a ano.

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No relatório de resultados, a companhia apontou recuperação do tráfego nas rodovias que administra. Na comparação ano a ano, o fluxo de veículos teve crescimento de 1,7%. Porém, o movimento de passageiros em aeroportos e operações como metrô seguiram cerca de 50% menores do que antes da pandemia.

“Nossa avaliação é de que o pior já ficou para trás”, disse à Reuters a superintendente de relações com investidores da CCR, Flávia Godoy. Segundo ela, no entanto, a recuperação do tráfego nas concessões de aeroportos e de mobilidade deve ser um pouco mais lenta, acompanhando o avanço da vacinação.

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No primeiro trimestre, embora a receita líquida tenha crescido 44,1%, a R$ 3,44 bilhões, em termos ajustados, caiu 3,7%, para R$ 2,3 bilhões.

Da mesma forma, o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) ajustado cresceu 70,7%, a R$ 2,5 bilhões. Mas usando as mesmas bases de comparação, o Ebitda foi de R$ 1,37 bilhão, queda de 6,7%, com a margem de 59,5% ficando 1,9 ponto percentual menor.

Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 1,84 bilhão para a CCR no primeiro trimestre, segundo dados da Refinitiv. Não ficou imediatamente claro se os dados são comparáveis.

A diferença entre os comparativos líquidos e mesma base deve-se ao fato de ter obtido em março acordos de reequilíbrio, como o aditivo da ViaQuatro, sua unidade que opera o metrô paulistano, que lhe renderão mais de R$ 1 bilhão por atrasos em obras a serem operadas pela empresa.

A CCR fechou março com alavancagem financeira medida pela relação entre dívida líquida/Ebitda ajustado fechou o trimestre em 2,4 vezes, estável em relação a um ano antes.

A companhia venceu disputas por grandes concessões nos últimos meses. Em março, pagou R$ 3,5 bilhões pela concessão de 15 aeroportos leiloados pelo governo federal no Sul e Centro-Oeste do país.

E no mês passado, um grupo liderado pela CCR venceu o leilão para concessão das linhas das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), com oferta de 980 milhões de outorga.

Na semana passada, a Andrade Gutierrez avisou a CCR sobre intenção de vender sua fatia de 14,86% na empresa após oferta vinculante feita pela IG4 Capital.(Com Reuters)


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