Receita do Mercado Livre mais que dobra no 1º trimestre, na esteira da pandemia

O Mercado Livre mais do que dobrou sua receita no primeiro trimestre, uma vez que as medidas de isolamento para conter uma segunda onda da pandemia da Covid-19 na América Latina manteve robusta a demanda pelos serviços online do maior portal de comércio eletrônico e serviços financeiros da região.

A companhia relatou hoje (5) uma receita líquida de US$ 1,4 bilhão no período, aumento ano a ano de 111,4% em dólares e de 158,4% em moeda constante. O Brasil, que representa 56% do total, teve expansão de 93% em dólar e 139% em reais.

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Segundo o presidente de commerce da companhia, Stelleo Tolda, os números refletem – entre outros fatores – a entrada de dezenas de milhares de novos vendedores no marketplace, que recorreram aos canais online para dar sobrevida aos negócios físicos fechados por meses durante a pandemia.

Segundo ele, a partir deste segundo trimestre, o crescimento deve ser menor ano a ano, porque a comparação já será também com períodos de 2020 totalmente afetados pelos efeitos da pandemia.

“Neste primeiro trimestre tivemos um trimestre com pandemia comparado com um sem ela no ano passado“, disse Tolda à Reuters.

O prejuízo líquido no trimestre somou US$ 34 milhões, ante US$ 21,1 milhões em igual etapa de 2020, com o Mercado Livre mantendo foco na expansão de estrutura logística e tecnológica, enquanto se depara com a concorrência crescente de rivais como a gigante norte-americana Amazon e no Brasil, incluindo Magazine Luiza, Via Varejo e B2W.

A empresa que no início do ano anunciou plano de investir R$ 10 bilhões no Brasil, inaugurou no mês passado seu quinto grande centro logístico no país, em Santa Catarina. A companhia planeja abrir outras três dessas unidades em seu maior mercado latino-americano em 2021, com foco na região Sudeste.

No fim de março, o número de usuários ativos era de 69,8 milhões, avanço de 61,6% em 12 meses, enquanto a de vendedores superou um milhão.

O GMV (Volume de vendas, na sigla em inglês) foi de US$ 6,1 bilhões, crescimento de 77,4% em dólar sobre um ano antes. Em moedas locais, o aumento foi de 114,3%.

O braço de serviços financeiros do grupo, Mercado Pago, teve no período US$ 14,7 bilhões em pagamentos, alta de 81,8% em dólares e 129,2% em moeda constante. A carteira de crédito atingiu US$ 576 milhões, mais do que dobrando em um ano. (Com Reuters)

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