Irmãos sul-africanos desaparecem junto com US$ 2 bilhões em bitcoins

Investidores contrataram investigadores para descobrir paradeiro dos fundadores da corretora de criptomoedas Africrypt.

Emily Mason
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Schalk van Zuydam/AP Photo
Schalk van Zuydam/AP Photo

Irmãos utilizaram ferramenta para impedir o rastreamento dos bitcoins da corretora

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Dois irmãos e fundadores da corretora de criptomoedas Africrypt, sediada na Cidade do Cabo, desapareceram, possivelmente levando US$ 2,2 bilhões em bitcoins de seus clientes a preços atuais, de acordo com reportagem da Bloomberg.

Investidores começaram a ter suspeitas sobre a empresa em abril, quando o diretor de operações da Africrypt, Ameer Cajee, disse aos clientes que a plataforma da corretora havia sido hackeada e pediu a eles que não comunicassem a perda dos investimentos às autoridades. Ele e seu irmão, Raees, fundaram a Africrypt em 2019. Depois de receber a infeliz notícia, um grupo de investidores contratou a firma Hanekom Attorneys para investigar o caso. A notícia foi relatada originalmente no início desta semana pelo site queniano BitcoinKE.

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Até agora, a firma não conseguiu localizar os fundadores da Africrypt, e notificou a unidade prioritária de investigação de crimes da África do Sul, conhecida como “The Hawks” (“os falcões”, em tradução livre). Corretoras de criptomoedas de todo o mundo também foram colocadas em alerta sobre o suposto roubo, caso os irmãos tentem fazer qualquer transação. Um outro grupo de investidores pediu a recuperação judicial da empresa na tentativa de reaver os valores.

Durante sua investigação, a Hanekom Attorneys descobriu que os bitcoins depositados junto à Africrypt foram retirados das contas sul-africanas e das carteiras de clientes e colocados em “mixers” da criptomoeda para impedir que fossem rastreados. Esses “mixers”, também chamados de “tumblers”, são ferramentas nas quais diferentes indivíduos depositam suas criptomoedas, que são então misturadas de forma e redistribuídas de forma aleatória entre os participantes.

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Os telefonemas da Bloomberg para os irmãos foram direto para a caixa postal. O site da empresa também foi retirado do ar.

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