Vendas no varejo dos EUA sobem inesperadamente em junho

Eduardo Munoz/Reuters
Eduardo Munoz/Reuters

O varejo norte-americano viu suas vendas aumentarem 0,6% em junho

As vendas no varejo dos Estados Unidos subiram inesperadamente em junho, uma vez que a demanda por bens permaneceu forte, mesmo com os gastos voltando para o setor de serviços, o que aumenta as expectativas de uma aceleração do crescimento econômico no segundo trimestre.

As vendas no varejo subiram 0,6% no mês passado, informou o Departamento do Comércio hoje (16). Os dados de maio foram revisados para baixo para mostrar que as vendas caíram 1,7%, em vez de queda de 1,3% conforme publicado anteriormente.

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Economistas consultados pela Reuters esperavam uma queda de 0,4% nas vendas no varejo. Mas a escassez de veículos devido a um aperto mundial na oferta de semicondutores, que vem desacelerando a produção, está prejudicando as vendas de automóveis.

A venda de alguns eletrodomésticos também foi impactada pela escassez de chips.

“Acreditamos que as questões de fornecimento e a redução dos estoques de automóveis continuarão limitando as vendas de automóveis nos próximos meses”, disse Veronica Clark, economista do Citigroup em Nova York.

A demanda mudou para bens como eletrônicos e veículos durante a pandemia, à medida que milhões de pessoas trabalhavam de casa, estudavam online e evitavam o transporte público.

Com pelo menos 160 milhões de norte-americanos totalmente vacinados contra Covid-19, os gastos agora estão voltando para serviços como viagens e entretenimento. As vendas no varejo são principalmente de bens. Serviços como saúde, educação, viagens e hospedagem em hotéis são responsáveis pela parcela restante dos gastos do consumidor.

Restaurantes e bares são as únicas categorias de serviços incluídas no relatório de vendas no varejo.

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Excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços alimentícios, as vendas no varejo aumentaram 1,1% no mês passado, após queda revisada para baixo de 1,4% em maio. O chamado núcleo das vendas corresponde mais de perto ao componente dos gastos dos consumidores no PIB (Produto Interno Bruto). Anteriormente, estimava-se uma queda de 0,7% em maio.

As estimativas de crescimento do PIB para este trimestre giram em torno de 9%, o que seria uma aceleração em relação ao ritmo de 6,4% registrado no primeiro trimestre. Economistas acreditam que a economia poderá atingir um crescimento de pelo menos 7% neste ano. Esse seria o crescimento mais rápido desde 1984. Em 2020, a economia contraiu 3,5%, seu pior desempenho em 74 anos. (Com Reuters)

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