As Forças Armadas dos EUA disseram ter iniciado uma nova onda de ataques contra o Irã às 6h (7h no horário de Brasília), nesta quarta-feira.
“Os ataques têm como objetivo enfraquecer ainda mais as capacidades militares que as forças iranianas têm utilizado para atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz”, afirmou o Comando Central dos EUA em uma publicação no X.
A ofensiva marca a mais recente escalada de ataques e contra-ataques lançados pelos dois lados, que disputam o controle do Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo e gás antes da guerra.
Não houve relatos imediatos de ataques na mídia iraniana. O Comando Central dos EUA informou, em comunicado, que as forças militares haviam atacado sistemas de defesa costeira e locais de armazenamento e lançamento de mísseis de cruzeiro na ilha iraniana de Grande Tunb, e que concluíram a onda de ataques em cerca de 90 minutos.
Na noite de terça-feira, as Forças Armadas dos EUA disseram ter atingido dezenas de alvos militares próximos ao Estreito de Ormuz e em áreas costeiras iranianas, em ataques que duraram sete horas.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou na quarta-feira que havia atacado alvos militares dos EUA na região, incluindo Barein, Kuweit e Jordânia.
Além disso, ameaçou na quarta-feira interromper mais exportações regionais de energia, afirmando que os EUA “precisam se preparar para o fechamento de todos os outros corredores de exportação que beneficiam os EUA e seus aliados”.
Os EUA afirmaram que o Irã atacou sete navios comerciais na última semana, o que resultou em quase uma dúzia de tripulantes mortos, desaparecidos ou feridos.
A guerra, que começou com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, desencadeou ataques iranianos aos países do Golfo que abrigam bases norte-americanas e causou grandes perturbações no abastecimento global de energia, aumentando os temores de um aumento da inflação.
Os preços do petróleo ampliaram os ganhos em cerca de 1% na quarta-feira, após fecharem na terça-feira em uma nova máxima de um mês.
Um acordo provisório de cessar-fogo no conflito, assinado no mês passado, tinha como objetivo levar a novas negociações e a uma trégua permanente, mas a retomada das negociações tem enfrentado dificuldades.