Fed sinaliza redução de compra de títulos em breve e alta de juros em 2022

Órgão realizava compras mensais de US$ 120 bilhões para conter o impacto econômico da pandemia.

Redação
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Chris Wattie/Reuters
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Fed vinha realizando compras mensais de US$ 120 bilhões em títulos para conter o impacto econômico da pandemia

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O Fed (Federal Reserve) abriu caminho hoje (22) para reduzir suas compras mensais de títulos “em breve” e sinalizou que aumentos de juros podem se seguir mais rapidamente que o esperado, com nove das 18 autoridades do banco central norte-americano projetando que os custos de empréstimos precisarão aumentar em 2022.

As ações, incluídas no comunicado de política monetária do Fed e em projeções econômicas separadas, representam uma guinada “hawkish” (mais propensa ao aperto monetário) por um banco central que vê inflação a 4,2% neste ano, mais que o dobro de sua meta, e está se posicionando para agir contra ela.

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A atual meta para a taxa de juros foi mantida em intervalo de 0% a 0,25%.

Embora reconheça que o novo surto da pandemia desacelerou a recuperação de algumas áreas da economia, indicadores em geral “continuam a se fortalecer”, disse o Fed em um comunicado unânime.

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Se esse avanço continuar “como esperado, o Comitê julga que a moderação no ritmo de compras de ativos pode ser em breve justificada”, disse o Fed.

A sinalização de que o Fed começaria em breve a reduzir suas compras mensais de US$ 120 bilhões em títulos que vem fazendo para conter o impacto da pandemia era amplamente esperada.

Mas foi em sua perspectiva econômica mais ampla que as autoridades do Fed fizeram uma mudança menos esperada.

A perspectiva para a inflação saltou em 0,8 ponto percentual para 2021, a 4,2%, e a taxa de desemprego estimada para o final do ano aumentou. Por sua vez, duas autoridades anteciparam para 2022 o cronograma projetado para elevação da taxa de juros do atual nível perto de zero, o suficiente para aumentar a mediana das projeções para 0,3% para o próximo ano. (Com Reuters)

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