OCDE afirma ser cedo para bancos centrais reduzirem suporte econômico

Depois de contrair 3,4% no ano passado durante a pior fase da crise da Covid-19, a economia mundial deve crescer 5,7% este ano.

Redação
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Charles Platiau/Reuters
Charles Platiau/Reuters

Visão externa da sede da OCDE em Paris, França

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Uma rápida recuperação do crescimento global está no caminho certo, mas é cedo demais para governos e bancos centrais retirarem o suporte excepcional para suas economias apesar do salto na inflação, disse a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) hoje (21) em uma atualização de sua perspectiva econômica.

Depois de contrair 3,4% no ano passado durante a pior fase da crise da Covid-19, a economia mundial deve crescer 5,7% este ano, disse a OCDE, reduzindo sua projeção em 0,1 ponto percentual.

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A organização disse que a expansão global vai então desacelerar a 4,5% no próximo ano, alta de 0,1 ponto em relação à estimativa anterior, de maio.

A rápida recuperação levou o Produto Interno Bruto de volta aos níveis pré-Covid, embora a atividade ainda esteja atrasada em muitos países em desenvolvimento onde as taxas de vacinação permanecem baixas, disse a OCDE.

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Alimentada pela recuperação da demanda por bens e por apertos na cadeia de oferta, a inflação deve atingir o pico ao final do ano, em uma média de 4,5% no grupo das 20 principais economias, antes de enfraquecer a 3,5% até o fim de 2022.

A maioria dos bancos centrais e autoridades concluiu – por enquanto – que o salto é uma reação passageira à recuperação e não o prelúdio de um período sustentado de inflação mais alta, embora o debate esteja longe de encerrado.

O OCDE aconselhou os bancos centrais a manterem a política monetária frouxa, mas ao mesmo tempo oferecerem orientação clara sobre até onde podem tolerar a alta da inflação.

A organização pediu aos governos que permaneçam flexíveis com seu suporte financeiro a suas economias e que evitem retirá-lo enquanto a perspectiva de curto prazo continue confusa.

A previsão é que a economia dos Estados Unidos cresça 6,0% este ano, queda de quase um ponto percentual ante maio, e 3,9% em 2022, alta de 0,3 ponto.

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O crescimento chinês foi estimado em 8,5% este ano e 5,8% em 2022, sem alterações em relação às estimativas anteriores.

A OCDE melhorou sua estimativa para o crescimento da zona do euro este ano em um ponto percentual, a 5,3%, e aumentou sua projeção para 2022 em 0,2% ponto, a 4,6%.

Para o Brasil, as contas da OCDE para a expansão econômica mostraram melhora de 1,5 ponto para 2021, a 5,2%, enquanto que para 2022 ficou em 2,3%, queda de 0,2 ponto. (Com Reuters)

 

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