Demissões atingem patamar mais baixo desde 1993 nos EUA

Pedidos de auxílio-desemprego têm alta menor que esperado.

Redação
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Mike Blake/Reuters
Mike Blake/Reuters

Além de queda no número de demissões, pedidos de auxílio-desemprego têm alta menor que esperado

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O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou menos do que o esperado na semana passada, apontando para aperto nas condições do mercado de trabalho, enquanto as demissões caíram para uma mínima em 28 anos e meio em novembro.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram em 28 mil, para 222 mil em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 27 de novembro, informou o Departamento do Trabalho hoje (2). Os registros, que caíram para 194 mil na semana anterior, tendem a ser voláteis em torno do Dia de Ação de Graças e o início da temporada de festas de fim de ano.

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Economistas consultados pela Reuters previam 240 mil pedidos para a última semana. As solicitações caíram ante um recorde de 6,149 milhões registrado no início de abril de 2020.

Os dados da semana passada não terão influência no relatório de empregos do Departamento para novembro, que é acompanhado de perto e será divulgado amanhã (3), uma vez que ficou fora do período de pesquisa do governo para a contagem da criação de vagas fora do setor agrícola e cálculo da taxa de desemprego. Os pedidos de auxílio-desemprego diminuíram entre meados de outubro e novembro.

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De acordo com pesquisa da Reuters com economistas, foram criadas 550 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola dos EUA em novembro, após alta de 531 mil em outubro. A previsão é de que a taxa de desemprego tenha recuado para 4,5%, de 4,6% em outubro.

Também sugerindo melhoria contínua no mercado de trabalho, o Relatório Nacional de Emprego da ADP de ontem (1) mostrou que foram criados 534 mil postos de trabalho no setor privado dos EUA no mês passado. Já uma medida do emprego na indústria atingiu o maior patamar em sete meses, segundo pesquisa do Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês).

A série de boas notícias sobre o mercado de trabalho foi reforçada por um relatório separado divulgado hoje (2) pela empresa global de recolocação Challenger, Gray & Christmas, que mostrou que as demissões anunciadas por empregadores nos Estados Unidos caíram 34,8% em novembro, para 14.875, o menor patamar desde maio de 1993. Até o momento neste ano, houve 302.918 cortes de empregos, queda de 86% em relação ao mesmo período em 2020.

Mas a escassez de trabalhadores está impedindo um crescimento mais rápido do emprego. O Livro Bege do Federal Reserve, divulgado ontem (1), descreveu o crescimento do emprego variando em um ritmo “moderado a robusto” nos distritos do Fed durante outubro e início de novembro, com contatos empresariais ressaltando “dificuldade persistente em contratar e reter funcionários”.

Ao final de setembro, havia 10,4 milhões de vagas de trabalho em aberto. A força de trabalho diminuiu em 3 milhões de pessoas em relação ao seu nível pré-pandemia, mesmo com o fim dos generosos benefícios financiados pelo governo norte-americano, a reabertura de escolas para o aprendizado presencial e empresas aumentando os salários. (Com Reuters)

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