Bitcoin cai à mínima de seis meses e lidera movimento de queda de criptomoedas

Cenário macroeconômico dos Estados Unidos, principalmente as perspectivas de aumento dos juros, tem afetado mercado de criptoativos.

Nina Bambysheva
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Dado Ruvic/Reuters
Dado Ruvic/Reuters

Bitcoin é negociado cerca de 40% abaixo do seu recorde de US$ 69 mil, registrado em novembro

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Depois de uma queda no final da sessão de ontem (20), que provocou uma correção no índice Nasdaq 100, as criptomoedas recuaram durante a noite, registrando perdas de quase US$ 200 bilhões.

O bitcoin caiu para US$ 38.234,00 – o preço mais baixo dos últimos seis meses, segundo a plataforma Messari.

Às 9:27h, horário de Brasília, a moeda estava sendo negociada em torno de US$ 38.538,00, 43% abaixo do recorde de US$ 69.006,00 registrado em 10 de novembro.

“Esperamos que o bitcoin chegue próximo à marca de US$ 35 mil”, escreveu Pankaj Balani, CEO e fundador da plataforma de negociação de derivativos de criptomoedas Delta Exchange, em nota à Forbes.

“No curto prazo, a criptomoeda pode testar a zona de US$ 45 mil a US$ 50 mil, mas a perspectiva geral permanece baixa porque a liquidez permanece apertada”.

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A segunda maior criptomoeda por capitalização de mercado, o ethereum, refletiu as perdas do bitcoin e caiu 11,7% nas últimas 24 horas, para US$ 2.806,00.

A maioria dos setores de mercado, incluindo DeFi e jogos, sofreu perdas significativas. Dados da ferramenta de análise Coinglass mostram que mais de US$ 700 milhões em contratos futuros de criptomoedas em 190 mil posições de negociação foram liquidados ontem.

Jan Wüstenfeld, analista on-chain da empresa de pesquisa de criptomoedas Quantum Economics, citou “grandes incertezas no cenário macroeconômico – especialmente de inflação alta e, em reação a isso, um Federal Reserve mais agressivo”, como o motivo do desempenho negativo do mercado.

Ultimamente, os movimentos do mercado de criptomoedas têm ocorrido cada vez mais em sincronia com aqueles dos mercados financeiros em geral. “Atualmente, o S&P 500 parece ditar a direção do bitcoin e do mercado de criptomoedas como um todo, o que fica evidente pelas correlações atingindo novos máximos”, destacou a empresa de análise de criptomoedas Arcane Research em nota emitida na terça-feira.

“A correlação de 90 dias do bitcoin com o S&P 500 está atualmente em seu nível mais alto desde outubro de 2020”, afirma a Arcane.

Em meio a expectativas de que o Federal Reserve em breve começará a aumentar as taxas de juros, os investidores estão abrindo mão de suas posições em ativos mais arriscados. Tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estão a caminho da terceira semana consecutiva de perdas. O Nasdaq caiu quase 5% na semana.

Consequentemente, a mineração de bitcoin e ações ligadas a criptoativos continuaram a recuar – maioria caiu mais de 10% neste ano.

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