Expectativas de consumidores dos EUA sobre inflação ficam inalteradas em dezembro, mostra pesquisa

Levantamento do Fed também aponta maior otimismo em relação ao mercado de trabalho.

Reuters
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Yuri Gripas/Reuters
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Segundo o Fed, a mediana das estimativas para a inflação em um ano ficou inalterada em 6,0%

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As expectativas de inflação a curto prazo mantiveram-se estáveis ​​em dezembro, após subirem de forma constante por mais de um ano, e consumidores ficaram mais otimistas sobre suas perspectivas de emprego, de acordo com uma pesquisa divulgada hoje pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) de Nova York.

A mediana das estimativas para a inflação em um ano ficou inalterada em 6,0% após 13 meses consecutivos de elevação, de acordo com a pesquisa mensal do Fed de Nova York sobre as expectativas do consumidor. As perspectivas sobre como a inflação poderia estar em três anos também se mantiveram estáveis ​​em 4,0%, mostrou a sondagem.

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Consumidores reduziram suas expectativas de quanto os preços de itens essenciais aumentarão no próximo ano e disseram esperar que o preço do gás suba 5,7% em um ano (9,2% na pesquisa de novembro) e que os custos dos alimentos aumentem 7,8%, ante 9,2% no dado anterior.

Autoridades do banco central norte-americano estão avaliando a necessidade de alta antecipada das taxas de juros e podem começar a reduzir no fim deste ano o volume de títulos que o Fed possui em carteira como resposta à alta inflação e a um mercado de trabalho “apertado”, de acordo com a ata da reunião do Fed de 14 e 15 de dezembro divulgada na semana passada.

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A pesquisa do Fed de Nova York, que se baseia em um painel rotativo de aproximadamente 1.300 domicílios, mostrou que consumidores também estão mais otimistas em relação ao mercado de trabalho.

A chance percebida de perder o emprego nos próximos 12 meses caiu para uma média de 11,6% em dezembro, de 12,9% em novembro. E a chance média percebida de conseguir encontrar um novo emprego depois de ficar desempregado subiu para 57,5% em dezembro, ante 55,9% em novembro –nível mais alto desde os de 58,7% alcançados em fevereiro de 2020, no período pré-pandemia.

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