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Ibovespa fecha em queda puxado por temores com cenário fiscal

As expectativas de menor crescimento econômico do país também ajudaram a limitar o desempenho do índice

3 min

O Ibovespa fechou hoje (4) em baixa de 0,39%, a 103.513 pontos, com preocupações em torno de uma eventual revisão do teto de gastos. Investidores continuam a repercutir as falas do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, que disse que há um “excesso de arrecadação”, explicado pelo avanço do comércio eletrônico, e que o governo precisa gastar.

“Ao longo do pregão, o nosso benchmark mostrou uma leve recuperação e conteve as quedas mais acentuadas, ajudado pelo setor de petróleo e pelos grandes bancos. No entanto, acabou seguindo as bolsas americanas, que sentiram a alta dos títulos do tesouro americano”, comenta Derick Andrade, especialista em renda variável da Blue3.

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As expectativas de menor crescimento econômico do país, taxa de juros em alta e inflação em patamares elevados também ajudaram a limitar o desempenho do índice.

Os destaques positivos da sessão incluem os papéis da CSN Mineração (CMIN3), Itaú (ITUB4) e Klabin (KLBN11), que registraram avanços de 7,09%, 2,84% e 2,55%, respectivamente. Os desempenhos da CSN foram apoiados pelo minério de ferro em Dalian, que acompanhou os ganhos em outros insumos siderúrgicos, como o carvão metalúrgico.

Em Wall Street, os índices encerraram o dia em alta. O Dow Jones subiu 0,59%, a 36.799 pontos; o S&P 500 caiu 0,06%, a 4.793 pontos; e o Nasdaq recuou 1,33%, a 15.622 pontos.

O relatório Jolts, divulgado nesta tarde, mostrou que as vagas de trabalho em aberto caíram em 529 mil, para 10,6 milhões, no último dia de novembro, nos Estados Unidos. O dado serve como uma medida para a demanda por mão-de-obra no país. Economistas previam queda para 11,07 milhões de vagas em aberto.

Já o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que seu índice nacional de atividade fabril caiu para uma leitura de 58,7 no mês passado nos EUA. Foi o resultado mais baixo desde janeiro passado, após 61,1 em novembro. A desaceleração ocorre em meio à redução da demanda por bens, embora as restrições de oferta estejam começando a diminuir.

O dólar fechou em alta de 0,48%, negociado a R$ 5,6895 na venda, em um dia de volatilidade enquanto os investidores colocam na balança os riscos da pandemia e as perspectivas de altas de juros nos Estados Unidos.

“Nestes últimos dois dias, o Brasil vem acompanhando o mercado externo e mantendo aquele ponto de resistência na taxa de R$ 5,68. O que descolou foi no último dia do ano, onde descarregaram uma posição grande em dia de baixa liquidez que fez o dólar ir para a casa de R$ 5,57”, disse Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora. (Com Reuters)

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