Bolsa de Valores hoje: Ibovespa abre em alta com dados de inflação e varejo

Apesar de ter evitado uma alta mais expressiva, a inflação permanece bem acima do teto do objetivo para este ano.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em alta de 0,31% na abertura do pregão de hoje (9), a 112.579 pontos, às 10h25, horário de Brasília. Investidores digerem os dados macroeconômicos divulgados nesta manhã, referentes à inflação de janeiro e às vendas no varejo em dezembro.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,54% em janeiro, depois de avançar 0,73% em dezembro, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice acumula alta de 10,38% nos últimos 12 meses, em linha com a previsão de analistas de 10,39%.

Apesar de ter evitado uma alta mais expressiva por conta da queda nos preços das passagens aéreas e dos combustíveis, a inflação permanece bem acima do teto do objetivo para este ano: 3,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Já as vendas no varejo brasileiro registraram queda menor do que a esperada em dezembro. O recuo foi de 0,1% na comparação com novembro, ante expectativa de 0,5%. O setor encerrou 2021 com ganhos pelo quinto ano seguido, apesar do cenário de inflação e juros altos no país.

“Hoje, os olhares também estão centrados para a divulgação de balanços, que pode ser um dos drivers para o pregão”, comenta Lucas Carvalho, especialista em renda variável da Blue3. “Também teremos o julgamento no Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] da compra da Oi pela Claro, TIM e Vivo”.

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O dólar opera em alta de 0,22%, negociado a R$ 5,2722 na venda.

Nos Estados Unidos, os índices futuros avançam nesta manhã. Investidores aguardam a divulgação do CPI (Índice de Preços ao Consumidor) amanhã, bem como uma nova rodada de balanços corporativos. Até o momento, a maioria dos resultados vieram acima do esperado.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em alta, impulsionado por empresas de consumo. O setor de consumo básico do CSI300 avançou 3,34%, enquanto o subíndice de empresas de bebidas alcoólicas liderou os ganhos a 4,68%. A destilaria Kweichow Moutai, por exemplo, avançou 3,1%.

Analistas avaliam que as preocupações com sanções contra a disseminação da Covid-19, bem como as possíveis altas de juros dos Estados Unidos levaram os investidores a sair de papéis de crescimento e optar por setores mais tradicionais.

Já o mercado acionário japonês consolidou sua alta apoiado nas empresas de tecnologia. A Sharp Corporation ganhou 4% após anunciar resultados financeiros positivos para o quarto trimestre de 2021, enquanto o SoftBank Group avançou mais de 5% após rescindir a venda da Arm Ltd para a Nvidia.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,06%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 1,14%. Já no Japão, o índice Nikkei ganhou 1,08%, enquanto o Shangai, na China continental, subiu 0,79%.

Na Europa, os principais índices operam em alta. O presidente do banco central alemão, Joachim Nagel, afirmou que o BCE (Banco Central Europeu) pode aumentar as taxas de juros ainda este ano, já que a inflação elevada está se mostrando mais persistente do que se pensava.

“Se agirmos tarde, teríamos que aumentar as taxas de juros de forma mais substancial e mais rápida. Os mercados financeiros responderiam então com maior volatilidade”, disse Nagel, em entrevista ao jornal “Die Zeit”.

Por volta das 10h25, o Stoxx 600 ganhava 1,60%; na Alemanha, o DAX subia 1,61%; Na França, o CAC 40 operava em alta de 1,55%; na Itália, o FTSE MIB ganhava 2,08%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 avançava 0,69%.

No cenário das commodities, os contratos futuros do minério de ferro caíram mais de 6%, quebrando um rali de cinco sessões, depois que as autoridades chinesas prometeram fortalecer a supervisão do mercado e reprimir quaisquer irregularidades. (Com Reuters)

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