Bolsa de Valores hoje: Ibovespa abre queda após ata do Copom

Dólar reverte queda da véspera e avança nos primeiros negócios do dia.

Vitória Fernandes
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O Ibovespa opera em queda de 0,41% na abertura do pregão de hoje (8), a 111.533 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. Os investidores repercutem os impactos na economia da ata da última reunião do Copom divulgada hoje pelo Banco Central. No cenário internacional, o mercado fica no aguardo dos novos dados de inflação dos EUA.

O dólar avançava 0,15% contra o real nos primeiros negócios, revertendo o movimento de queda da véspera. Por volta das 10h10, a moeda era negociada a R$ 5,2612.

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O Banco Central demonstrou preocupação com a adoção de políticas fiscais de controle da inflação no curto prazo, ressaltando que as medidas podem aumentar a inflação, mostrou a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada hoje.

O documento não deixou claro qual percentual de aperto monetário será adotado na reunião do colegiado em março, mantendo a posição apresentada no comunicado da última semana de que é mais provável uma redução do ritmo de altas.

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“A incerteza particularmente elevada sobre preços de importantes ativos e commodities, assim como o estágio do ciclo, fez o Comitê considerar mais adequado, neste momento, não sinalizar a magnitude dos seus próximos ajustes”, informou o banco.

De acordo com a autoridade monetária, desde a última reunião do Copom, em dezembro, a maioria das commodities reverteu a queda observada no fim do ano e, em alguns casos, atingiram recordes recentes, reforçando o ambiente global de preços mais pressionados.

“Em termos de implicação para o cenário, vamos manter nossa expectativa de que o Banco Central irá subir a Selic em 100 pontos-base na reunião de março e encerrará o ciclo de alta dos juros a 11,75%. Isso porque, a partir da reunião de maio, a autoridade foca apenas em 2023, quando, conforme suas próprias expectativas, o BC já tem a convergência para 3,2%”, afirma Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.

Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, os investidores aguardam pela divulgação do índice de preços ao consumidor de janeiro, que será feita amanhã (9). O dado deve ditar o teor das próximas reuniões monetárias do Federal Reserve, que pode se tornar mais agressivo em relação ao aumento da taxa de juros.

Na Ásia, as ações da China fecharam em baixa, uma vez que a incerteza sobre o impacto da medida do governo dos Estados Unidos de acrescentar mais entidades chinesas a uma lista de controle de exportações pesou sobre o sentimento.

As ações listadas em Hong Kong da WuXi Biologics despencaram mais de 30% com a inclusão da fabricante de ingredientes para vacina na lista.

A notícia da chamada “lista não verificada” dos EUA está exercendo um grande impacto sobre empresas listadas e indústrias relevantes, além da cadeia de oferta.

O Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,02%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 0,33%. Já na China continental, o índice Shanghai ganhou 0,67%; e no Japão, o índice Nikkei avançou 0,13%.

Na Europa, a França registrou um déficit comercial recorde no ano passado, com as importações subindo devido aos preços mais altos da energia e queda nas exportações da Airbus, mostraram dados oficiais hoje.

Por lá, o Stoxx 600 perde 0,11%; na Alemanha, o DAX cai 0,17%; o CAC 40 em alta de 0,07% na França; na Itália, o FTSE MIB sobe 0,09%; enquanto o FTSE 100 tem valorização de 0,09% no Reino Unido.

Commodities

Os contratos futuros das matérias-primas siderúrgicas avançaram na China, com o carvão metalúrgico subindo mais de 7% para seu nível mais alto em mais de três meses.

Os futuros de minério de ferro de referência fecharam em alta de 1,1%, a 821 iuanes por tonelada. (Com Reuters)

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