Arrecadação federal sobe 5,3% em fevereiro, puxada por ganhos com royalties de petróleo

O resultado para o mês atingiu o patamar recorde de R$ 148,66 bilhões, em meio à alta nos preços do barril de petróleo Brent devido à guerra na Ucrânia.

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Bruno Domingos/Reuters
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De acordo com a Receita Federal, o desempenho da arrecadação também reflete uma melhora em indicadores macroeconômicos, o que amplia ganhos de empresas e impulsiona o pagamento de tributos

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A arrecadação do governo federal teve alta real de 5,27% em fevereiro sobre igual mês do ano passado, atingindo patamar recorde de R$ 148,66 bilhões, divulgou hoje (28) a Receita Federal.

O resultado de fevereiro, puxado por ganhos do governo com royalties de petróleo em meio à alta nos preços do barril, foi o maior para o mês da série histórica da Receita corrigida pela inflação, iniciada em 1995.

Se considerada apenas a receita administrada pela Receita Federal, que engloba a coleta de impostos de competência da União, a arrecadação teve uma alta real de 3,45% no mês.

Em contrapartida, as receitas administradas por outros órgãos, que são sensibilizadas sobretudo pelos royalties decorrentes da produção de petróleo, deram um salto de 79,77% acima da inflação.

Nos dois primeiros meses do ano, o crescimento real da arrecadação foi de 12,92%, a R$ 383,98 bilhões, também com o desempenho mais forte para o período na série.

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De acordo com a Receita, o desempenho da arrecadação também reflete uma melhora em indicadores macroeconômicos, o que amplia ganhos de empresas e impulsiona o pagamento de tributos.

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Um dos fatores colocados pelo fisco como determinantes para o resultado do mês foi uma alta real de 6,7% nos ganhos de PIS/Cofins na comparação com fevereiro de 2021, sob influência do setor financeiro e o setor de combustíveis.

Além disso, houve aumento real dos recolhimentos de IOF no período, de 26,3%, especialmente em operações de crédito de empresas e em títulos e valores mobiliários.

Também foi registrada elevação de 57,8% em Imposto de Renda retido na fonte sobre capital, com ganhos em rendimentos de fundos e títulos de renda fixa, e de 38,2% em Imposto de Renda da pessoa física por ganhos na venda de bens.

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