Petróleo sobe com temor sobre redução de fornecimento russo

O petróleo Brent LCOc1 subiu 2,7% hoje (28), para US$ 100,58.

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Christian Hartmann/Reuters
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O petróleo bruto russo responde por cerca de 10% da oferta global

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Os preços do petróleo dispararam hoje (28), quando aliados ocidentais impuseram mais sanções à Rússia e bloquearam alguns bancos russos de um sistema global de pagamentos SWIFT, o que pode causar graves interrupções em suas exportações de petróleo.

O petróleo Brent LCOc1 subiu US$ 2,65, ou 2,7%, para US$ 100,58, depois de chegar a US$ 105,07 por barril no início do pregão.

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O contrato do Brent para entrega em abril expira hoje (28). O contrato mais ativo, para entrega em maio, subiu US$ 3,68, para US$ 97,80.

“As crescentes preocupações com as interrupções no fornecimento de energia da Rússia estão elevando os preços do petróleo e do gás”, disse Carsten Fritsch, analista do Commerzbank.

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A Rússia está enfrentando graves interrupções em suas exportações de todas as commodities, de petróleo a grãos, depois que nações ocidentais impuseram duras sanções a Moscou e cortaram alguns bancos russos do sistema internacional de pagamentos SWIFT.

“A Rússia pode retaliar essas medidas duras reduzindo ou até suspendendo completamente os embarques de energia para a Europa”, disse Fritsch.

O petróleo bruto russo responde por cerca de 10% da oferta global.

O banco Goldman Sachs elevou sua previsão de preço do Brent de um mês para US$ 115 o barril, de US$ 95 anteriormente.

“Esperamos que o preço das commodities das quais a Rússia é um produtor-chave aumente a partir daqui – isso inclui o petróleo”, disse o banco.

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As negociações entre a Ucrânia e a Rússia começaram na fronteira bielorrussa, disse um assessor presidencial ucraniano, com o objetivo de concordar com um cessar-fogo imediato.

“Se houver algum progresso nesta reunião, veremos uma forte reversão nos mercados – veremos as ações subirem, o dólar subir e o petróleo cair”, disse o analista da OANDA, Jeffrey Halley.

A petrolífera britânica BP BP.L decidiu sair de seus investimentos russos em petróleo e gás, abrindo uma nova frente na campanha do Ocidente para isolar a economia da Rússia. A BP é o maior investidor estrangeiro da Rússia.

As sanções e o êxodo de empresas petrolíferas ocidentais podem afetar a produção de petróleo russa no curto prazo, disseram analistas.

A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e aliados liderados pela Rússia, grupo conhecido como OPEP+, devem se reunir no dia 2 de março.

Antes da reunião, a Opep+ revisou para baixo sua previsão para o superávit do mercado de petróleo para 2022 em cerca de 200.000 bpd para 1,1 milhão de bpd, ressaltando o aperto do mercado.

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