Evergrande promete anúncio de plano de reestruturação até final de julho

A Evergrande, cuja dívida com credores internacionais de US$ 22,7 bilhões é considerada inadimplente, atrasou os resultados financeiros de 2021.

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Bobby Yip/Reuters
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A Evergrande, que já foi a incorporadora líder de vendas da China, deixou de realizar pagamentos de títulos no exterior em dezembro e enfrenta dificuldades para quitar compromissos com fornecedores e credores

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A empresa chinesa Evergrande anunciou hoje (22) que apresentará uma proposta de reestruturação de dívida para os credores até o final de julho, depois que as preocupações com a saúde financeira do grupo foram renovadas por um atraso na publicação dos resultados anuais.

A Evergrande, cuja dívida com credores internacionais de US$ 22,7 bilhões é considerada inadimplente, está buscando “melhorar ainda mais as comunicações” com os credores para atingir a meta do final de julho, disse o diretor executivo da companhia, Siu Shawn, durante uma teleconferência com investidores.

Mais cedo hoje (22), a Evergrande anunciou que não cumpriria o prazo de 31 de março para apresentar seus resultados financeiros de 2021, porque o trabalho de auditoria não havia sido concluído.

A incorporadora imobiliária mais endividada do mundo afirmou aos investidores em janeiro que pretendia ter uma proposta preliminar de reestruturação em seis meses.

Uma onda de inadimplência no setor imobiliário da China abalou os investidores e, embora a intervenção estatal tenha reduzido as preocupações do mercado sobre um colapso desordenado da Evergrande, os credores ainda não sabem se vão recuperar seu dinheiro.

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A Evergrande, que já foi a incorporadora líder de vendas da China, e que agora tem mais de US$ 300 bilhões em passivos, deixou de realizar alguns pagamentos de títulos no exterior em dezembro e tem enfrentado dificuldades para quitar compromissos com fornecedores e credores, além de concluir projetos.

A incorporadora criou um comitê de gerenciamento de risco em dezembro composto principalmente por membros de empresas estatais, já que o governo da província de Guangdong está liderando a reestruturação.

Leia mais: Impacto de um calote da Evergrande não seria igual ao da falência do Lehman Brothers

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