1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Forbes Real Estate
  6. /
  7. Inadimplência de Aluguel em São Paulo Volta a Subir; Veja Tipos de Imóveis com Mais Atrasos
Forbes Real Estate

Inadimplência de Aluguel em São Paulo Volta a Subir; Veja Tipos de Imóveis com Mais Atrasos

Com forte alta em imóveis de alto padrão e locações populares, taxa de atraso nos aluguéis paulistas volta a crescer, aponta levantamento

3 min

A inadimplência de aluguel em São Paulo subiu para 3,01% em maio de 2026, após duas quedas consecutivas. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica.

Conforme o levantamento, a alta representa um aumento de 0,27 ponto percentual (p.p.) ante o mês anterior, quando o índice estava em 2,74%.

Em comparação com maio de 2025, a variação é mínima: apenas 0,04 ponto percentual (a taxa era de 3,05% no mesmo período do ano anterior).

Apesar da alta mensal, São Paulo ficou abaixo da média nacional, que encerrou maio em 3,22%.
Como estão as regiões do Brasil

O Nordeste lidera o ranking nacional de inadimplência, com taxa de 5,39% — alta de 0,41 ponto percentual ante os 4,98% de abril. O Norte aparece em segundo lugar, com 4,38%, variação praticamente estável em relação ao mês anterior (4,37%).

Na sequência, Sudeste e Centro-Oeste inverteram posições pela primeira vez desde novembro de 2025 – o Sudeste registrou 3,15% (ante 2,94% em abril) e o Centro-Oeste caiu para 2,85% (redução de 0,12 ponto percentual).

O Sul segue com a menor taxa do país, em 2,67%, com alta de apenas 0,02 ponto percentual.

O índice da Superlógica é calculado mensalmente com dados internos da plataforma. Esta edição considerou mais de 800 mil clientes locatários em todo o Brasil.

Os critérios consideram inadimplentes os locatários com boletos em atraso há mais de 60 dias ou pagos com mais de 60 dias de atraso.

Inadimplência por recortes de valor e tipo de imóvel

No Sudeste, os três segmentos tiveram alta em maio. Os imóveis comerciais lideram, com 4,16% (ante 3,92% em abril). As casas subiram de 3,20% para 3,62%. Os apartamentos voltaram ao patamar de março, com 2,27%, após registrarem inadimplência 2% em abril.

No recorte nacional por faixa de valor, quase todas registraram alta. Os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 continuam liderando: entre os residenciais, a inadimplência chegou a 6,31% (ante 5,56% em abril); entre os comerciais, a 7,60% (ante 7% em abril).

A única faixa que registrou queda foi a de locações comerciais entre R$ 8.000 e R$ 13.000, que recuou de 4,15% para 3,99%.

As faixas com menor inadimplência foram residenciais e comerciais entre R$ 2.000 e R$ 3.000, com 1,91% e 3,52%, respectivamente.

Os aluguéis acima de R$ 13.000 também tiveram alta relevante. Entre os residenciais, a inadimplência subiu 1,64 ponto percentual, de 4,52% em abril para 6,16% em maio. Entre os comerciais, a alta foi de 0,47 ponto percentual, encerrando o período em 4,90%.

“Os contratos de maior valor seguem preocupando as imobiliárias e administradoras pelo impacto financeiro que representam. Quem aluga um imóvel acima de R$ 13.000, geralmente, tem renda familiar acima de R$ 40.000, três vezes o valor do aluguel, dentro da margem de segurança padrão”, diz Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica.

“Mas esse perfil é, em grande parte, composto por empreendedores, comerciantes e empresários. E o empresário brasileiro está sob pressão real: carga tributária crescente, menor giro da economia, crédito mais caro”, completa.

No Brasil, os três segmentos subiram em maio. As casas tiveram a maior variação, de 3,31% em abril para 3,69%. Os apartamentos foram de 2,11% para 2,35%. Os imóveis comerciais passaram de 4,21% para 4,39%.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.