Ibovespa estende sequência de altas com setor financeiro; inflação e Otan em foco

Para Enrico Cozzolino, diretor de análise e sócio da Levante, o fluxo estrangeiro continua a beneficiar o Ibovespa.

Reuters
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Amanda Perobelli/Reuters
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O principal índice da bolsa brasileira buscava hoje (24) uma sétima alta consecutiva, após operar entre leves perdas e ganhos mais cedo, com mercado atento à reunião da Otan que pode definir novas sanções à Rússia, enquanto avalia o relatório trimestral de inflação divulgado pelo Banco Central.

O setor financeiro dava sustentação positiva ao índice, ao mesmo tempo que na ponta contrária pesava a queda de ações da operadora de saúde Hapvida, após balanço.

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Em Wall Street, os índices operavam sem direção comum, com alta de Dow Jones e S&P 500, mas queda leve do Nasdaq Composite.

Às 14h15, o Ibovespa subia 1,23%, a 118.907 pontos.

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Para Enrico Cozzolino, diretor de análise e sócio da Levante, o fluxo estrangeiro continua a beneficiar o Ibovespa, mas é normal certa cautela depois de sequências de altas desde o patamar de 110 mil pontos e em meio às incertezas quanto à guerra na Ucrânia.

Líderes da Otan reunidos em Bruxelas concordaram em incrementar o número de tropas em seu flanco oriental em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia, segundo comunicado conjunto.

A reunião, que conta com a presença do presidente norte-americano, Joe Biden, é acompanhada de perto pelos investidores dada a possibilidade do anúncio de mais sanções à Rússia, com especial atenção à postura da União Europeia sobre o setor de petróleo e gás.

No Brasil, o BC disse no relatório de inflação que o preço da gasolina deve ser mais sensível às variações do petróleo em 2022, gerando maior influência sobre a inflação. A autoridade monetária admitiu que o IPCA tem até 97% de chance de estourar o teto da meta no cenário visto como mais provável. A projeção de crescimento de 1% do Produto Interno Bruto neste ano foi mantida.

O documento reforçou a mensagem da ata da última reunião de política monetária, segundo analistas, e vem antes de dado de inflação (IPCA-15), amanhã (25).

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse pela manhã que o governo vai ampliar a redução no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para 33%.

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