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União Europeia planeja nova rodada de sanções à Rússia por guerra na Ucrânia

Novas punições podem afetar o acesso de mais bancos russos ao sistema SWIFT, barrar navios russos e cortar importações do país

2 min
Vera Kevresan /EyeEm/Getty Images
Vera Kevresan /EyeEm/Getty ImagesEsta seria a 4ª rodada de sanções da UE à Rússia

A União Europeia intensificará as sanções contra a Rússia, disseram ministros das Relações Exteriores reunidos em Bruxelas hoje (4), ao mesmo tempo que eles resistiram aos apelos da Ucrânia por uma ação militar que arriscaria levar a aliança militar ocidental Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para a guerra.

Em Bruxelas para conversas com pares da Otan e da União Europeia, o principal diplomata da UE, Josep Borrell, disse que todas as opções permanecem sobre a mesa em relação a novas sanções contra a Rússia pela invasão de sua vizinha Ucrânia.

VEJA TAMBÉM: Alta do petróleo continuará com sanções à Rússia aquecendo mercado

“Vamos considerar tudo”, declarou Borrell a repórteres quando questionado sobre a possível suspensão das importações de gás da Rússia pela UE.

O ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Coveney, disse que uma quarta rodada de sanções pode afetar o acesso de mais bancos russos ao sistema de transferência internacional SWIFT, barrar navios russos de portos europeus e cortar importações da Rússia.

Não ficou imediatamente claro, no entanto, quando os 27 países da UE poderiam concordar com medidas exatas, dadas as divisões dos Estados-membros sobre fazer negócios com Moscou e a forte dependência de alguns países do fornecimento de energia russo.

“A cada dia, o Ocidente importa energia da Rússia no valor de US$ 700 milhões”, disse a entidade Eurointelligence em nota.

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, pediu aos aliados ocidentais que imponham uma zona de exclusão aérea desde que a invasão de Moscou começou há nove dias, com a Rússia bombardeando cidades e levando o combate à maior usina nuclear da Europa.

Os membros da Otan enviaram armas para a Ucrânia, mas não chegaram a uma ação militar que os colocaria em conflito direto com a Rússia, que possui armas nucleares.

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