Álbum da Copa do Mundo: comprar figurinhas ou investir o dinheiro?

Preço do pacote de figurinhas dobrou desde a última Copa; veja quanto é possível receber investindo esses valores

Vitória Fernandes
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Divulgação/Panini
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Na última edição da Copa, em 2018, era possível completar o álbum com aproximadamente R$ 276,00

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Completar o álbum da Copa do Mundo está mais caro do que nunca. Na edição de 2022, os colecionadores gastarão, no mínimo, R$ 548,00 na compra do álbum e das 670 figurinhas.

A Panini, empresa responsável pelo álbum, divulgou na terça-feira (19) o preço do pacote de figurinhas, que passou de R$ 2,00 em 2018 para R$ 4,00 neste ano. O aumento superou a inflação acumulada no período entre março de 2018 e julho de 2022, que chegou a 30,5%, e surpreendeu os consumidores.

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Na última edição da Copa, em 2018, era possível completar o álbum com aproximadamente R$ 276,00. Vinte anos antes, em 1998, esse valor não passava de R$ 50,00.

Para aqueles que acharam os preços salgados, a Forbes estimou qual seria o retorno se essa quantia fosse aplicada em alguns dos principais investimentos disponíveis no mercado.

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Se o colecionador decidisse investir hoje (21) os R$ 548,00 em um CDB (com rendimento de 100% do CDI (certificado de depósito interbancário) e mantivesse a quantia investida até 20 de dezembro, dois dias depois do fim da Copa, ele receberia R$ 25,48 em rendimentos.

Se o aporte fosse feito em um título do Tesouro Direto atrelado à taxa Selic, o investidor receberia R$ 25,34.

O levantamento, feito pelo TC/Economatica, não considera a incidência de impostos e pressupõe que a taxa Selic se mantenha a 13,25% ao ano. No último Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (18), o consenso do mercado é que os juros chegarão a 13,75% ao fim deste ano – ou seja, os retornos podem ser maiores.

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Para os mais conservadores, a poupança é uma alternativa popular. Se a quantia fosse aplicada na caderneta, os R$ 548,00 virariam R$ 564,47 no fim dos cinco meses – um retorno de 3%.

O colecionador que decidisse investir a quantia em vez de completar o álbum teria retornos maiores se deixasse o montante aplicado até a Copa do Mundo de 2026. Nesse caso, investir no mercado acionário seria a opção mais rentável, segundo o levantamento.

Em quatro anos, os R$ 548,00 se tornariam R$ 742,15 se fossem investidos em um ETF que replica o Ibovespa – a estimativa leva em consideração o histórico de valorização do índice nos últimos quatro anos e não inclui taxas de administração.

A segunda melhor modalidade para o longo prazo seria o IFIX, índice que acompanha os principais fundos imobiliários, que rendeu 31,54% no período analisado.

CDB com rendimento de 100% do CDI e o Tesouro Selic, que apresentaram as maiores rentabilidades no curto prazo, ficam na lanterninha na hipótese do prazo de quatro anos. Com eles, o investidor teria rendimentos de 23,63% e 23,62%, respectivamente.

Venda de álbuns antigos

Para aqueles que já têm álbuns completos e em ótimo estado, é possível lucrar com a venda dos artigos para outros colecionadores.

Em plataformas como OLX, Mercado Livre e Enjoei, existem diversos anúncios dos itens com preços que começam em torno de R$ 200,00 e podem chegar até R$ 1 mil para os exemplares de 2018 e 2014.

Álbuns completos de edições mais antigas da Copa do Mundo são ainda mais valorizados e podem ser vendidos por até R$ 4 mil, dependendo do estado de conservação e ano do torneio.

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