Creditas levanta US$ 200 milhões e compra licença bancária

A Creditas também anunciou a compra do marketplace de crédito imobiliário Kzas.

Reuters
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Rafael Henrique/Getty Images
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A partir de agora, a Creditas poderá receber depósitos, vendendo CDBs e LCIs.

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A fintech Creditas está levantando US$ 200 milhões com investidores e comprou uma licença bancária e uma startup de financiamento imobiliário para aumentar sua rentabilidade, disse o fundador e presidente-executivo da empresa, Sergio Furio, numa entrevista.

A Creditas, que tem entre seus investidores o Softbank, opera uma plataforma de empréstimos ao consumidor e está comprando a licença bancária no Brasil do banco Andbank, sediado em Andorra. A partir de agora, a Creditas poderá receber depósitos, vendendo CDBs e LCIs.

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“Começar a captar depósitos no varejo como uma nova alternativa de funding reduzirá nosso custo de capital e deve melhorar nossas margens”, disse Furio. Até agora a Creditas se financiava principalmente por meio de mercado de capitais.

O Andbank, focado globalmente em private banking e que tem US$ 30 bilhões em ativos sob administração no mundo, continuará a operar no Brasil com uma distribuidora de valores mobiliários, o que permitirá a continuidade de suas operações de private bank e gestão de recursos. A Creditas distribuirá produtos originados de seu portfólio de crédito a investidores do Andbank.

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Na mesma entrevista, o presidente-executivo do Andbank, Carlos Aso, disse que a venda da licença bancária vai liberar capital que poderá ser usado para a expansão das atividades de private banking e gestão de recursos.

A venda do banco, avaliada em cerca de US$ 100 milhões, ainda está sujeita à aprovação dos bancos centrais do Brasil e de Andorra e do Cade. O banco da Creditas terá um capital de R$ 450 milhões.

O Andbank se tornará acionista minoritário da Creditas, participando de uma extensão de US$ 50 milhões da série F de financiamento da empresa. Nesta rodada a Creditas havia captado em janeiro US$ 260 milhões a uma avaliação da empresa de US$ 4,8 bilhões.

A fintech já levantou cerca de US$ 830 milhões de investidores que incluem o SoftBank Group Corp, Fidelity Investments, Wellington Management, QED Investors, Kaszek, VEF e o fundo InnoVentures do Santander. Furio disse que a receita da Creditas triplicou no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 820 milhões.

A Creditas também anunciou a compra do marketplace de crédito imobiliário Kzas, o que permitirá à empresa oferecer crédito também de outros bancos. A carteira de crédito da empresa inclui crédito imobiliário, empréstimo consignado e financiamento de automóveis.

Além da extensão da rodada F de financiamento, a Creditas está negociando a venda de US$ 150 milhões de títulos conversíveis para ajudar a financiar o negócio, cujo valor não foi revelado.

O capital adicional também ajudará a financiar o investimento na fabricante de motocicletas elétricas Voltz Motors, na qual a Creditas investiu R$ 150 milhões entre participação acionária e dívida desde o ano passado. A nova fábrica de Manaus começou a produzir em junho e já chegou a 2.500 motocicletas ao mês, disse Furio, o que corresponde a 2,5% do mercado.

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