Ibovespa testa os 95 mil pontos após dados fracos na China

O PIB (Produto Interno Bruto) chinês veio pior que o esperado pelo mercado, destacando o impacto sobre a atividade de lockdowns

Redação
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O Ibovespa opera em queda de 0,42%, aos 95.719 pontos, às 10h27 (horário de Brasília), após renovar a mínima de 2022 pelo segundo dia consecutivo no pregão de ontem (14). Nesta manhã, o principal índice brasileiro opera na contramão dos índices futuros em Wall Street e das Bolsas europeias.

Apesar do cenário positivo nos índices internacionais, a agenda econômica não contou com boas notícias até então. O PIB (Produto Interno Bruto) chinês veio pior que o esperado, destacando o impacto sobre a atividade de lockdowns generalizados contra a Covid-19 e uma pressão persistente nos próximos meses, diante de um cenário global cada vez mais escasso.

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Os dados aumentam os temores de uma recessão global, à medida que as autoridades aumentam as taxas de juros para conter a inflação, ampliando as dificuldades dos consumidores e das empresas em todo o mundo, ao mesmo tempo em que enfrentam os desafios da guerra da Ucrânia e dos problemas nas cadeias de abastecimento.

Esse foi o pior desempenho para a segunda maior economia do mundo desde que a série de dados começou em 1992, excluindo uma contração de 6,9% no primeiro trimestre de 2020 devido ao choque inicial da Covid.

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O índice em Xangai caiu 1,64% e o Shenzhen recuou 1,49% na sessão de hoje. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,19%. Já em Tóquio, o movimento foi diferente e o índice Nikkei fechou em alta de 0,54%. Na mesma direção, o Kospi avançou 0,37% e o Taiex subiu 0,78%.

O petróleo, por sua vez, ensaia uma recuperação. O barril do Brent volta acima dos US$ 101. O preço do minério de ferro, no entanto, desabou mais de 10% na Bolsa de Dalian, o que pode pressionar os papéis da Vale (VALE3) – que despencaram na véspera.

Nos Estados Unidos, as vendas no varejo aumentaram mais do que o esperado em junho, à medida que os consumidores compraram veículos motorizados e uma gama de outros produtos, mesmo pagando mais pela gasolina.

As vendas subiram 1,0% no mês passado, informou hoje (15) o Departamento de Comércio. Os dados de maio foram revisados para mostrar que as vendas caíram 0,1%, em vez da queda de 0,3% informada anteriormente.

Os preços de importação aumentaram menos do que o esperado em junho, provavelmente porque o dólar forte ajudou a conter os ganhos nos custos de bens excluindo produtos de petróleo, oferecendo algum sinal de esperança para uma economia que luta com a inflação em alta.

Em Wall Street, os índices futuros operam em alta. Dow Jones sobe 1,48%, aos 31.103 pontos. O S&P 500 e Nasdaq avançam 1,37% e 1,23%, respectivamente.

O dólar recua ante o real na sessão de hoje, em queda de 0,16%, a R$ 5,4250. (Com Reuters)

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