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Ibovespa abre em leve alta na expectativa da votação da PEC da Transição

Dólar avança 0,28% em relação ao real com o exterior levemente positivo nas primeiras negociações do dia

4 min

O Ibovespa opera em leve alta de 0,21% na abertura do pregão de hoje (19), a 103.006 pontos perto das 10h20, horário de Brasília. Os investidores seguem de olho nas movimentações dos bancos centrais internacionais, que mostram sinais de novos apertos monetários à frente, o que pode trazer ainda mais pessimismo para o mercado que já contabiliza uma possível recessão nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, a definição da PEC da Transição segue em foco.

O dólar subia 0,28% ante o real por volta das 10h120 A moeda era negociada a R$ 5,3084.

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O mercado passou a ver a taxa básica de juros mais alta em 2024, em meio ao aumento da projeção para a inflação em 2023, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central hoje.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostra que os analistas consultados continuam vendo a Selic a 11,75% ao final de 2023, contra taxa atual de 13,75%. Mas passaram a calcular a taxa em 9,0% em 2024, de 8,5% antes.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento são respectivamente de 3,05%, 0,79% e 1,67% de 2022 a 2024, contra taxas previstas anteriormente de 3,05%, 0,75% e 1,70%.

No cenário político, o Congresso Nacional aprovou o projeto de resolução para redistribuir os recursos das emendas de relator conforme o tamanho das bancadas partidárias da Câmara e do Senado, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski afirmou que os fatos novos devem ser levados em conta no julgamento da corte sobre o chamado orçamento secreto.

A expectativa para a aprovação da PEC da Transição na Câmara dos Deputados segue alta. A votação, que estava marcada para quinta-feira (15), foi adiada para amanhã (20) em meio ao clima de apreensão influenciado pelas discussões sobre a participação em postos do próximo governo.

Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, o medo continua dominando os mercados. Na semana passada, as ações norte-americanas registraram quedas nos cinco dias úteis com o aumento de temores de que a campanha do Federal Reserve para conter a inflação levará a economia a uma recessão.

Por lá, comentários do presidente do banco central dos EUA, Jerome Powell, sinalizaram mais aperto na política monetária à frente, e o Fed projetou que as taxas de juros ultrapassarão a marca de 5% em 2023, um nível não visto desde 2007.

Na Ásia, as ações da China registraram o pior dia em sete semanas, já que as preocupações com o impacto sobre a atividade econômica do surgimento de casos de Covid-19 superaram as expectativas de suporte do governo.

Por lá, a confiança empresarial chinesa caiu para o nível mais baixo desde janeiro de 2013, mostrou pesquisa da World Economics, refletindo o impacto dos novos casos de coronavírus.

O índice caiu para 48,1 em dezembro de 51,8 em novembro, mostra a pesquisa realizada com gerentes de vendas de mais de 2.300 empresas entre 1 e 16 de dezembro. O índice foi o mais baixo desde que a pesquisa começou em 2013.

O Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 0,50%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 0,76%. Já na China continental, o índice Shanghai perdeu 1,92%; e no Japão, o índice Nikkei recuou 1,05%.

Na Europa, a confiança empresarial alemã subiu mais do que o esperado em dezembro, conforme a maior economia da União Europeia se aproxima do final do ano com perspectivas melhores apesar da crise energética e da inflação alta.

Por lá, o medo de uma recessão iminente continua a movimentar os mercados. O Stoxx 600 ganhava 0,53%; na Alemanha, o DAX sobe 0,51%; o CAC 40 em alta de 0,57% na França; na Itália, o FTSE MIB sobe 0,46%; enquanto o FTSE 100 tem valorização de 0,48% no Reino Unido.

(Com Reuters)

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