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Americanas chegou a valer menos que os imóveis que suas lojas ocupam

Com ações em queda, valor de mercado da companhia desabou e se aproximou ao da rede São Carlos, empresa criada para gerir imóveis da varejista

2 min
Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/ReutersFachada de loja da Americanas em Brasília

Desde o anúncio de que a Americanas (AMER3) tem uma dívida superior a R$ 40 bilhões em seus balanços, a varejista vem perdendo valor de mercado. Um dia antes do anúncio pelo ex-CEO Sérgio Rial, as ações da Americanas valiam R$ 12. Atualmente, com a empresa já em recuperação judicial (RJ) e seus papéis fora de todos os índices da bolsa brasileira B3, as cotações estão ao redor de R$ 1,35.

O movimento de venda dos papéis tornou-se tão drástico que fez com que a empresa chegasse a valer menos do que os negócios internos da companhia, como a São Carlos. Um empreendimento criado nos anos 1980 pela Americanas, para administrar os imóveis da varejista.

Atualmente, a rede São Carlos está avaliada em R$ 842,4 milhões. Já a Americanas, em seu valor mínimo dos últimos dias (R$ 0,64), chegou a valer R$ 577,62 milhões.

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Hoje (30), com as ações negociadas a R$ 1,35, a varejista está avaliada em R$ 1,21 bilhão. No auge da pandemia, quando o e-commerce estava em alta, a companhia chegou a um valor de mercado superior a R$ 100 bilhões.

A São Carlos Empreendimentos S.A. é uma das controladoras da Americanas e atua com fundos de investimentos imobiliários que investem em imóveis da companhia. A empresa começou a operar em 1989 com o foco em comprar e administrar shopping centers para apoiar a expansão do varejo no interior do País.

No fim dos anos 1990, a divisão incorporou as lojas de rua, centros logísticos, além de outros imóveis da Americanas, e se separou do grupo. Atualmente, a São Carlos abarca outras 15 empresas, das quais algumas constam na lista de credores da varejista.

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