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Eletrobras afasta vice-presidente por denúncia de atuação prévia na Delta

O executivo João Guimarães é mencionado em uma denúncia apresentada à CVM por suposta fraude em operações do grupo Delta Energia

3 min
REUTERS/Ueslei Marcelino
REUTERS/Ueslei MarcelinoLinhas de alta tensão em Brasília

A Eletrobras (ELET3/ ELET6) informou nesta segunda-feira (3) que seu conselho de administração destituiu João Carlos de Abreu Guimarães da vice-presidência de comercialização, poucos meses após o executivo ter sido contratado em meio ao processo de transformação da companhia depois da privatização.

O executivo é citado em uma denúncia apresentada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por suposta fraude em operações do grupo Delta Energia, do qual Guimarães fez parte até o início deste ano, segundo noticiado pelo Valor Econômico e pela Folha de S.Paulo no mês passado.

Ele foi contratado pela Eletrobras em março, antes do surgimento da denúncia sobre sua atuação prévia na Delta. Guimarães se juntou à Eletrobras em meio à reformulação da estrutura organizacional da empresa, com a criação de novas vice-presidências e seleção de executivos de mercado.

Em comunicado anterior, a Eletrobras havia dito que estava acompanhando o assunto e que os fatos narrados na notícia sobre as operações da Delta não possuem correlação com a atuação da Eletrobras.

Tradicional no segmento de comercialização de energia elétrica, o grupo Delta também atua no segmento de geração de energia, gás, comercialização de etanol e produção de biodiesel.

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Em nota divulgada nesta segunda-feira, a Delta afirmou que todas as operações de seus fundos são feitas legalmente, de acordo com regulamentos aprovados pelos cotistas, e que “nunca houve qualquer tipo de questionamento de nenhuma parte envolvida, sobretudo os cotistas”.

Ainda segundo a Delta, o documento apresentado à CVM é de autoria de “pessoa física sem qualquer relação” com o grupo e seus fundos de investimento.

“Ele lista acusações que não se sustentam e contêm inverdades a respeito do funcionamento dos fundos e das operações realizadas”, disse a Delta, acrescentando que ainda não foi oficiada pela CVM e que buscará esclarecer todos os fatos perante autoridades, além de reparação pelas “acusações infundadas”.

Não foi possível falar imediatamente com Guimarães ou com algum representante.

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