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Votação do novo arcabouço fiscal pela Câmara deve ficar para agosto, diz relator

Como essa proposta tramita em regime de urgência, o projeto do arcabouço só poderia ir à votação depois da aprovação do PL do voto de confiança do governo no Carf

2 min
Homens andando na Câmara dos Deputados
Adriano Machado/ReutersSegundo Cajado, é compreensível que a reforma tributária tenha se tornado a prioridade no plenário da Câmara

O relator do arcabouço fiscal, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), afirmou em entrevista à Reuters que a votação do novo marco fiscal pelo plenário deve ficar para agosto em razão do esforço concentrado que os deputados tentam fazer nesta quinta (6) e sexta-feiras (7) para aprovar a reforma tributária.

Segundo Cajado, é compreensível que a tributária tenha se tornado a prioridade, uma vez que o tema ganhou relevo esta semana com a presença em Brasília de governadores, prefeitos e representantes de setores que podem ser atingidos com a mudança no sistema de tributação brasileiro.

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O relator disse ainda que o projeto que restitui o chamado voto de qualidade do governo no Carf ainda tem “problemas” para ser solucionado. Como essa proposta tramita em regime de urgência, o projeto do arcabouço só poderia ir à votação depois dela.

“Não estou vendo espaço para votar o Carf e só depois dela é que vai se votar o arcabouço”, disse.

“Como semana que vem não vai ter nada, o arcabouço vai ficar para agosto”, emendou ele, ao ressalvar que essa é sua impressão, mas que isso poderia mudar.

Cajado disse que não conversou com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e com outras lideranças sobre a votação do arcabouço.

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