1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Petrobras prevê perfurar Foz do Amazonas em 2024, diz CEO
Forbes Money

Petrobras prevê perfurar Foz do Amazonas em 2024, diz CEO

"Estamos com meio caminho andado para Foz do Amazonas. Já fizemos muito trabalho, atendemos todas as exigências e aguardamos resposta", disse Jean Paul Prates

3 min
REUTERS/Pilar Olivares
REUTERS/Pilar OlivaresO órgão ambiental Ibama, que rejeitou pedido da Petrobras para perfurar na região em maio deste ano, deverá tomar uma decisão sobre o recurso da gigante petrolífera até o início de 2024.

A Petrobras espera obter licença ambiental e realizar uma perfuração na Bacia da Foz do Rio Amazonas, em águas ultraprofundas do Amapá, em 2024, disse o CEO da petroleira Jean Paul Prates nesta quarta-feira, ao participar de leilão de blocos exploratórios de óleo e gás.

  • Siga a Forbes no WhatsApp e receba as principais notícias sobre negócios, carreira, tecnologia e estilo de vida

“Estamos com meio caminho andado para Foz do Amazonas. Já fizemos muito trabalho, atendemos todas as exigências e aguardamos resposta ao nosso recurso onde atendemos a todas as exigências”, disse o executivo a jornalistas.

Leia também:

“Respeitamos muito o órgão ambiental que tem que fazer suas exigências e estamos prontos para atender cada uma delas.”

O órgão ambiental Ibama, que rejeitou pedido da Petrobras para perfurar na região em maio deste ano, deverá tomar uma decisão sobre o recurso da gigante petrolífera até o início de 2024.

RESULTADO COP28

Prates passou os últimos dias na reunião do clima, a COP28, que terminou sem a expectativa de aprovação de um acordo para uma eliminação gradual dos combustíveis fósseis na matriz energética global.

Durante o congresso, Prates voltou a defender que o mundo caminhe na direção de uma “transição energética justa”. Em meio ao encontro, o Brasil recebeu o convite formal para ingressar na Opep+ a partir de 2024.

Prates afirmou nesta quarta-feira que o petróleo ainda será necessário ao planeta nos próximas três ou quatro décadas e que considera injusto forçar e obrigar países menores e de economias menos dinâmicas a reduzir a produção de combustíveis fósseis.

“Em relação a metas e objetivos, considero que o melhor é falar em emissões (de gases), emissão é o problema. Tem países como na África que chegaram agora a produzir petróleo e podem ser novos produtores com tecnologia moderna, é injusto você fazer que esses países simplesmente serem excluídos”, disse ele a jornalistas.

“Enquanto isso, ainda tem gente produzindo energia a carvão e está liberado, gás de xisto, e está liberado…. Cortar produção em x por cento é injusto por que você vai cortar o Canadá e Guiné Equatorial. Quanto cada um já explorou e enriqueceu!?”, adicionou.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.