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Trump Diz Que Walmart Deveria “Comer as Tarifas” Ao Invés de Aumentar Preços

Críticas foram publicadas em rede social, após rede varejista comunicar que precisaria ajustar valores por conta das taxas impostas pelos EUA

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No sábado (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump criticou o Walmart em rede social, após o maior varejista do mundo ter dito esta semana que teria que começar a aumentar os preços no final deste mês devido às altas taxas.

“O Walmart deveria PARAR de tentar culpar as tarifas como o motivo do aumento dos preços em toda a cadeia. Ele ganhou US$ 10 bilhões (R$ 56,6 bilhões) no ano passado, muito mais do que o esperado”, disse Trump. “O Walmart e a China deveriam ‘COMER AS TARIFAS’ e não cobrar NADA de seus valiosos clientes”, completou.

Na quinta-feira (15), o presidente-executivo da rede varejista, Doug McMillon, declarou que o Walmart não poderia absorver todos os custos tarifários devido às margens estreitas do varejo. Mesmo assim, ele disse que a empresa estava empenhada em garantir que os custos relacionados às tarifas sobre mercadorias em geral, que vêm principalmente da China, não elevassem os preços dos alimentos.

Questionado pela Reuters, o supermercado afirmou que sempre trabalhou para manter seus preços o mais baixo possível, acrescentando que essa prática não vai parar. “Manteremos os preços tão baixos quanto possível pelo tempo que pudermos, dada a realidade das pequenas margens do varejo”, disse o Walmart em um comunicado à Reuters.

Na segunda-feira (12), China e EUA chegaram a um acordo para reduzir temporariamente as tarifas punitivas que impuseram um ao outro, enquanto tentam aliviar a guerra comercial que ameaça as duas maiores economias do mundo. Em uma declaração conjunta, os dois países informaram que suspenderão suas respectivas tarifas por 90 dias e continuarão as negociações iniciadas neste fim de semana. Pelo acordo, os Estados Unidos reduzirão a tarifa sobre as importações chinesas de 145% para 30%, enquanto a China diminuirá sua tarifa sobre produtos americanos de 125% para 10%.

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