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Economia dos EUA se Recupera no Segundo Trimestre

Avanço foi impulsionado pelo aumento das importações e dos gastos dos consumidores

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O segundo trimestre foi de recuperação para a economia americana, que registrou crescimento de 3% no período, segundo o Departamento de Comércio nesta quarta-feira (30). O número foi puxado pelo aumento das importações e dos gastos dos consumidores.

O dado principal do PIB foi fortemente distorcido pelo comércio, como foi o caso no primeiro trimestre. Economistas afirmam que a política comercial protecionista do presidente americano, Donald Trump, incluindo tarifas abrangentes sobre as importações, bem como o adiamento das taxas mais altas, dificultou a obtenção de uma noção clara sobre a economia.

Especialistas falam em se concentrar nas vendas finais para compradores domésticos privados, consideradas por economistas e autoridades como um termômetro do crescimento econômico subjacente dos EUA.

A corrida para superar as tarifas aumentou as importações no primeiro trimestre, resultando em um déficit recorde no comércio de mercadorias que pesou sobre a economia. Essa tendência se inverteu no segundo trimestre.

Uma pesquisa da Reuters com economistas, feita antes da divulgação dos dados de terça-feira (29), apontava que o PIB se recuperaria a uma taxa anualizada de 2,4%. Os números mostraram que o déficit comercial de mercadorias havia diminuído para o menor valor em quase dois anos em junho e que os estoques aumentaram marginalmente.

Isso levou os especialistas a atualizarem suas estimativas de crescimento do PIB em até 0,8 ponto percentual (p.p.), para um ritmo de 3,3%. O comércio e os estoques são os componentes mais voláteis dentro do crescimento econômico.

Economistas acreditam que o PIB deve enfraquecer no segundo semestre. Embora a Casa Branca tenha anunciado uma série de acordos comerciais, especialistas disseram que a taxa tarifária efetiva do país continua sendo uma das mais altas desde a década de 1930 e observaram que 60% das importações do país permanecem descobertas por um acordo.

O Federal Reserve (Fed) tende a manter sua taxa de juros de referência na faixa de 4,25% a 4,50% ao final de sua reunião de política monetária nesta quarta, resistindo à pressão de Trump para reduzir os custos dos empréstimos.

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