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Paramount Faz Acordo de US$ 16 Mi com Trump sobre Entrevista

Valor será destinado à futura biblioteca do presidente americano e não inclui pedido de desculpas

2 min

Na terça-feira (1º), a Paramount e o presidente americano, Donald Trump, chegaram a um acordo judicial. A empresa controladora do canal CBS enfrentava um processo por conta de uma entrevista com a então candidata do Partido Republicano, Kamala Harris, exibida em outubro de 2024.

A Paramount disse que pagará US$ 16 milhões (R$ 87,36 milhões) para resolver o processo, com o dinheiro alocado para a futura biblioteca presidencial de Trump. “O acordo não inclui uma declaração de desculpas ou arrependimento”, acrescentou o comunicado da empresa. Durante a manhã desta quarta-feira (2), as ações da empresa subiram 05%.

A equipe jurídica de Trump elogiou o desfecho: “com esse acordo recorde, o presidente Donald J. Trump oferece outra vitória para o povo americano”, afirmou um porta-voz. O representante da presidente da Paramount, Shari Redstone, não estava disponível para comentar.

Entenda o caso

Trump entrou com uma ação judicial de US$ 10 bilhões (R$ 54,6 bilhões) contra a CBS no mesmo mês da transmissão da entrevista, alegando que a rede editou de forma enganosa o conteúdo que foi ao ar em seu programa de notícias “60 Minutes” com Harris. O presidente dos Estados Unidos acusou a Paramount de usar a entrevista para “inclinar a balança em favor do Partido Democrata” na eleição. Em fevereiro, Trump aumentou seu pedido de indenização para US$20 bilhões (R$ 109,2 bilhões).

A CBS levou ao ar duas versões da entrevista de Harris, nas quais ela parece dar respostas diferentes à mesma pergunta sobre a guerra entre Israel e Hamas, de acordo com a ação movida no tribunal federal do Texas. Anteriormente, a empresa disse que a ação judicial era “completamente sem mérito” e pediu a um juiz que rejeitasse o caso.

Trump alegou que a edição da entrevista pela CBS violou a Lei de Práticas Comerciais Fraudulentas e Proteção ao Consumidor do Texas, que torna ilegal o uso de atos falsos, enganosos ou fraudulentos no comércio.

Grupos de defesa da mídia disseram que o novo uso de tais leis por Trump contra a imprensa poderia ser uma forma de contornar as proteções legais para a imprensa, que só pode ser responsabilizada por difamação contra figuras públicas se elas disserem algo que sabiam ou deveriam saber que era falso.

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