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Pré-mercado: Semana Terá Reuniões do Copom e do FED

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta segunda-feira, 15 de setembro

4 min

Bom dia. Estamos na segunda-feira, 15 de setembro.

Cenários

A semana começa com os investidores esperando as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e de seu equivalente americano, o Federal Open Market Committee (Fomc), a cargo do Federal Reserve (FED), o banco central americano.

Os cenários para as reuniões aqui e lá são distintos, mas há um ponto em comum: há um razoável consenso entre os investidores sobre o que vai ocorrer. Por aqui, a perspectiva é de manutenção da taxa referencial Selic nos atuais 15% ao ano pelo menos até o fim de 2025. Apesar de o Relatório Focus vir trazendo reduções na inflação esperada para 2025 e para 2026, a projeção para este ano permanece acima do teto da meta de 4,50% ao ano, o que deixa pouquíssimo espaço para cortes. Na sexta-feira (12), as opções de Copom negociadas na B3 indicavam 95% de probabilidade de manutenção da Selic, patamar em que estão desde 20 de junho e onde devem permanecer pelo menos até o fim deste ano.

Já nos Estados Unidos há uma certeza muito grande de que o FED vai retomar o processo de corte dos juros, que foi interrompido em dezembro de 2024. Atualmente, os Fed Funds, os juros referenciais americanos, estão no intervalo entre 4,25% e 4,50% ao ano. A maior parte das estimativas é de redução de 0,25 ponto percentual. No entanto, para os investidores há cerca de 5% de probabilidade de um corte de 0,50 ponto percentual.

O cenário mais comum indica um corte de 0,75 ponto percentual nos juros americanos até o fim de 2025. Isso pode ocorrer de maneira gradual, com três cortes sucessivos de 0,25 ponto percentual nas três reuniões que ainda restam neste ano, em setembro, outubro e dezembro. Ou pode ocorrer de maneira mais volátil, com um corte de 0,5 ponto percentual e uma reunião em que as taxas sigam inalteradas.

A inflação americana segue acima da meta, mas o emprego está desacelerando mais depressa do que o esperado. O trabalho do FED é mais complexo que o do Banco Central do Brasil (BC). Por aqui, o BC tem apenas de garantir o cumprimento da meta de inflação. Já o FED tem de cumprir a meta de inflação e fazer isso garantindo o menor desemprego possível. Essa dualidade tem gerado a incerteza.

Na quarta-feira (10) foi divulgada a inflação americana no varejo em agosto, medida pelo Consumer Price Index (CPI). O núcleo da inflação, que exclui os preços mais voláteis dos alimentos e da energia, indicou uma alta de 3,1% em 12 meses, mesmo percentual de julho e em linha com as expectativas.

No entanto, em 5 de setembro, o Bureau of Labor Statistics (BLS) divulgou o nível de emprego não-agrícola (“nonfarm payroll”) de agosto, mostrando a contratação de 22 mil americanos. Em julho, o número revisado foi de 79 mil contratações, acima do resultado preliminar de 73 mil contratações. Na terça-feira (09), o BLS divulgou na revisão semestral dos resultados entre março de 2024 e março deste ano. Na ponta do lápis foram criadas 911 mil vagas a menos do que o previsto.

Os investidores já esperavam uma revisão para baixo, mas a mediana das estimativas estava ao redor de 600 mil. Foi uma revisão 50% mais alta que a de 2024 e a mais intensa desde 2002. Em média, a economia americana criou 76 mil vagas a menos do que o esperado todos os meses. Esses números reforçam a evidência de que o cenário de emprego está enfraquecendo mais rápido e mais intensamente do que o previsto, o que pode justificar declarações de Jerome Powell, presidente do FED, indicando cortes mais pronunciados dos juros.

Perspectivas

Em um dia de calendário fraco em termos de indicadores, os investidores seguem atentos a notícias corporativas e seguindo as expectativas para os juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Indicadores

  • Brasil

Relatório Focus

Índice IBC-Br (Jul)

Esperado: – 0,20%

Anterior: – 0,10%

  • Estados Unidos

Sem indicadores relevantes

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