O Grupo Porto reportou nesta terça-feira (11) um lucro líquido de R$ 832 milhões no terceiro trimestre de 2025, alta de 13% ante o mesmo período do ano passado. A receita total alcançou R$ 10,5 bilhões, avanço de 11% na mesma base de comparação.
O retorno sobre o patrimônio (ROE) ficou em 23%, mantendo o índice acima de 20% pelo quinto trimestre consecutivo, marca que a companhia tem colocado como referência para sua estratégia de rentabilidade.
“Esse trimestre traz marcos importantes: é o segundo com receita acima de R$ 10 bilhões, o terceiro com lucro acima de R$ 800 milhões e o quinto com ROE acima de 20%. Esses indicadores estão em patamares recordes nos nove primeiros meses do ano”, aponta Paulo Kakinoff, CEO do Grupo Porto, em falaa jornalistas.
O desempenho segue apoiado na combinação entre a operação tradicional de seguros e o avanço das demais verticais de negócios. No trimestre, as áreas de Saúde, Banco e Serviços responderam por 44% do lucro consolidado do grupo, reforçando o movimento da Porto de ampliar a participação de receitas e resultados fora do segmento de automóveis, historicamente dominante.
A operação de seguros registrou R$ 5,7 bilhões em prêmios, alta de 3% ante o mesmo período do ano passado, e lucro de R$ 451 milhões, aumento de 5% na mesma comparação. O ROE da unidade chegou a 32%. Em entrevista com jornalistas, executivos da companhia apontaram que a empresa manteve uma postura cautelosa em relação a preço no seguro auto, evitando entrar em disputas mais agressivas por participação de mercado e, com isso, sacrificar rentabilidade.
Saúde e Porto Bank
Na vertical de saúde, a receita cresceu 27% e o lucro avançou 65% ante o mesmo período do ano anterior, apoiados na ampliação da base de beneficiários e ganhos de escala. No banco, a receita aumentou 29% e o lucro subiu 19%. Já a área de serviços, que reúne assistências e produtos digitais, registrou queda de 2% na receita e de 27% no lucro.
Ainda no segmento Porto Bank, a inadimplência acima de 90 dias ficou em 7,2% no trimestre. “Nossa inadimplência aumentou 30 pontos-base, mas ainda assim piora menos que a indústria, aproximadamente metade do ritmo do setor”, concluiu Celso Damadi, CFO da companhia.