A Porto teve lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, segundo balanço divulgado na quarta-feira (6). O resultado foi uma alta de 36,3% ante um ano antes.
A receita total da companhia foi de R$ 11 bilhões — expansão de 10% em relação com o mesmo período em 2025, com despesas operacionais de R$ 707,7 milhões, crescimento de 5,1% na mesma comparação. De acordo com a empresa, o resultado evidencia o foco da estratégia de diversificação do Grupo Porto.
A companhia apurou um índice de rentabilidade ROAE de 29% ante 23,9% no primeiro trimestre do ano passado e 22,5% no quarto trimestre de 2025. No lucro líquido recorrente, a Porto alcançou R$ 958 milhões — aumento de 15% ante primeiro trimestre de 2025.
Já os prêmios retidos cresceram 8% no trimestre sobre um ano antes, os sinistros líquidos avançaram 4,9% e as perdas de crédito subiram 44,3%. A empresa manteve o guidance com relação ao resultado financeiro para o ano de 2026.
“O fechamento do primeiro trimestre de 2026 reflete os resultados da nossa estratégia, que mantém o cuidado como norte e busca inovar, diversificar e ampliar as maneiras como manifestamos essa essência”, afirma Paulo Kakinoff, CEO do Grupo Porto.
Impulsionando resultados
A vertical de Seguros registrou crescimento de 49% no resultado, alcançando um ROAE de 34%. Apesar do avanço, as áreas de Saúde, Banco e Serviços continuaram respondendo por 51% do resultado consolidado.
O resultado financeiro da companhia somou R$ 307 milhões no trimestre. A carteira de aplicações financeiras administrada pela tesouraria gerou receita de R$ 408 milhões, equivalente a 73% do CDI.
Segundo a Porto, o desempenho foi impactado principalmente pela alocação em ações e pela exposição a títulos prefixados marcados a mercado.
Já o índice de eficiência operacional — que relaciona as despesas administrativas à receita total — ficou em 11% no período, com melhora de 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
Porto acelera no trimestre
Entre as unidades de negócios da companhia, o Porto Bank foi um dos destaques do trimestre. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, a receita da vertical cresceu 24%, para R$ 1,9 bilhão, puxada principalmente pelo avanço das operações de consórcio.
O lucro líquido chegou a R$ 212 milhões, alta de 10%. “O desempenho ocorreu mesmo em um cenário de margem financeira ajustada ao risco mais pressionada, enquanto o índice de eficiência operacional apresentou melhora”, comenta a empresa.
Na área de saúde, a Porto registrou receita de R$ 2,3 bilhões, avanço de 15% na comparação anual. O crescimento foi sustentado pela expansão da base de clientes, que alcançou 858 mil beneficiários em saúde e 1,2 milhão em planos odontológicos.
A taxa de sinistralidade recuou para 68,9%, beneficiada por iniciativas de verticalização, ampliação de parcerias médicas, lançamento de novos produtos e ações de combate a fraudes. O lucro da vertical somou R$ 216 milhões, aumento de 20%.
Já a operação de seguros manteve o maior peso dentro do grupo, com receitas e prêmios que totalizaram R$ 5,7 bilhões no trimestre, crescimento de 6%. “A melhora da sinistralidade e a redução das despesas operacionais ajudaram a companhia a reduzir o índice combinado ampliado para 85%”, explica a Porto. O lucro líquido do setor avançou 49%, chegando a R$ 467 milhões.
Na vertical de serviços, a receita ficou praticamente estável em R$ 674 milhões. O principal destaque foi o avanço das soluções digitais, cuja receita cresceu 70% no período.