Nesta quinta-feira (12), o BTG Pactual anunciou a conclusão da transação para a aquisição de até 48% da plataforma digital de crédito meutudo. O acordo prevê um aporte primário e funding, e avalia a fintech em torno de R$ 1 bilhão.
Esse foi mais um passo do maior banco de investimentos da América Latina para ampliar sua atuação no varejo. “Essa transação, sujeita às aprovações regulatórias, reforça nossa estratégia de expansão no setor e amplia nossa capacidade de oferecer crédito acessível”, afirmou o presidente-executivo do BTG Pactual, Roberto Sallouti.
Atualmente, a fintech origina R$ 2,5 bilhões por mês, com destaque para as linhas de consignado privado e consignado INSS.
O objetivo com a compra é apoiar os planos de crescimento da empresa, que, de acordo com o BTG, origina créditos de forma digital com qualidade e boa precificação. Se o acordo der certo, a intenção do banco é comprar o controle.
Márcio Feitoza, CEO e cofundador da meutudo destaca que “crédito, quando bem desenhado, é meio para as pessoas atingirem seus objetivos com eficiência.”
A parceria entre as duas instituições já vinha sendo construída ao longo dos últimos anos. Nesse período, o BTG Pactual foi responsável por mais de 80% do funding utilizado na originação da meutudo.
Da originação ao crédito bilionário
Fundada em 2019 pelos empreendedores Márcio Feitoza, Marcelo Feitoza e Felipe Oquendo, e atualmente liderada por seu CEO, Márcio Feitoza, a meutudo começou como um marketplace que vendia crédito consignado de alguns bancos. Em 2020, passou a originar seus próprios empréstimos obtendo funding por meio de FIDCs.
No ano seguinte, a Goldman Sachs Asset Management adquiriu 10% da empresa e fez um negócio para dar R$ 2,1 bilhões em funding.
O BTG fez uma parceria com a empresa e estruturou a maior parte de seus FIDCs, fornecendo cerca de R$ 20 bilhões em funding, atendendo mais de 19 milhões de clientes. Desse total, R$ 10 bilhões vieram da modalidade do novo consignado privado, segundo o comunicado do BTG.
Com a transação, a Goldman sai do acordo e a gestora de venture capital DOMO.VC continua com uma parte pequena do capital. A equipe da DOMO também esteve entre os primeiros aportadores em startups como Loggi, Hotmart, Wellhub, entre outros.